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CENTRO DE NOTÍCIAS

Programa Municipal de DST/Aids de Campinas faz prevenção na VII Parada do Orgulho LGTTB de Campinas

23 de Jun de 2007 - 00h26min

A população de Campinas que participar da VII Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais (LGTTB) de Campinas terá acesso à distribuição de 50 mil camisinhas através do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PM-DST/Aids) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Prefeitura de Campinas.

Um trio-elétrico do Programa de DST/Aids de Campinas percorrerá as ruas da cidade junto à Parada. No carro estarão amigos e convidados do Programa, representantes da Secretaria Municipal de Saúde, organizações parceiras e outros serviços de saúde da cidade. Também estarão no carro ganhadores do concurso de novos talentos da Vila Padre Anchieta, atividade realizada há uma semana e que integra a programação do V Mês da Diversidade Sexual de Campinas.

No total, uma equipe de 40 pessoas estará na Parada LGTTB 2007 para realizar a ação de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis e à aids. A estratégia objetiva reduzir a vulnerabilidade à transmissão do hiv e outras dst. As relações sexuais sem uso de camisinha são a principal forma de transmissão do vírus da aids. A equipe acompanhará todo o trajeto da Parada, desde a concentração no Largo do Pará (Avenida Francisco Glicério).

O Programa de DST/Aids de Campinas também contará com a "Tenda de Acolhida na VII Parada do Orgulho LGTTB" na concentração da Parada, a partir das 13h. O Programa espera neste ano aproximadamente 50 mil pessoas nas ruas de Campinas reivindicando, de forma festiva, uma sociedade menos homofóbica e mais acolhedora à diversidade sexual e de gênero.

Sob o tema "Na luta contra o machismo, racismo e homofobia", a Parada de Campinas promete repetir a festa e a mobilização social do ano passado. O Programa realizará a a campanha "Vista-se!" de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis e ao hiv/aids, de incentivo ao uso da camisinha em todas as relações sexuais.

Camisinhas são distribuídas gratuitamente em todos os centros de saúde de Campinas e no Centro de Referência (CR) do Programa Municipal de DST/Aids. Além das camisinhas, o teste de hiv e sífilis também é oferecido gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS). Para saber mais sobre o teste as pessoas devem informar-se no Centro de Referência DST/Aids, localizado à rua Regente Feijó, 637, no Centro, ou pelo telefone (19) 3236 - 3711, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

A aids não tem cura, mas pode ter tratamento. Quanto mais cedo a pessoa souber que tem o vírus, mais rápido ela poderá iniciar o tratamento através dos medicamentos anti-retrovirais e terapias complementares. Para saber mais sobre o tratamento a população pode informar-se no Centro de Referência DST/Aids (Regente Feijó, 637, Centro) de segunda a sexta, das 7h às 8h, ou pelo telefone (19) 3234 - 5000.

Alegria e prevenção

A psicóloga Bete Zuza, coordenadora do Núcleo de Educação e Comunicação Social do Programa DST/Aids de Campinas explica que as ações de prevenção no V Mês da Diversidade Sexual de Campinas são realizadas através de parcerias firmadas entre as entidades e instituições que realizam e apóiam os eventos, como a Parada LGTTB de 2007.

"Simultaneamente a esta manifestação de alegria e de reivindicação do respeito à diversidade sexual, nossa equipe busca incentivar a prevenção ao hiv e às DSTs entre as pessoas em um momento em que fala-se dos direitos sexuais que são inalienáveis. O acesso à plena cidadania é uma importante de reduzir a vulnerabilidade social", explica a psicóloga. Para ela, o preconceito e à discriminação contribuem para uma baixa auto-estima e que tem como conseqüência as práticas sexuais sem proteção.

Dados epidemiológicos

Embora o maior crescimento da epidemia seja entre mulheres e homens heterossexuais, a medida visa dar visibilidade ao preservativo e ampliar a capacidade de controle da epidemia entre as diferentes categorias de exposição ao hiv/aids e às dst. Segundo o Programa DST/Aids de Campinas até o dia 30 de novembro de 2006 foram notificados 4.763 casos da síndrome no município, desde a década de 80, início da epidemia.

Apesar de estável, a epidemia avança principalmente entre as mulheres - feminilização da epidemia. Além disso, nos últimos anos, começaram a aparecer casos entre mulheres acima de 50 anos numa velocidade pelo menos 2,5 vezes maior que nas outras faixas etárias.

Outra característica de Campinas é que a epidemia incide em faixas etárias superiores, com uma concentração de casos em homens de 25 a 49 anos e em mulheres na faixa etária de 25 a 39 anos, ao contrário do que acontece no Brasil.

Segundo a enfermeira sanitarista Cristina Ilario, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de Campinas, em relação à distribuição por sexo, no início da epidemia havia uma predominância grande de casos no sexo masculino sobre os casos no sexo feminino. Em 1987, para cada 11 homens com Aids havia uma mulher (11/1). Atualmente, a razão é de 1,5/1. "Isto mostra o quanto a epidemia aumenta mais rapidamente entre mulheres", diz Cris Ilário.

Segundo a sanitarista, a análise dos dados é fundamental no sentido de incrementar as ações educativas e de prevenção. "A Aids tem uma epidemiologia dinâmica em função das mudanças tecnológicas, culturais, demográficas entre outras. É importante estarmos atentos para estas mudanças para que possamos ser mais efetivos nas medidas de controle que incluem também e principalmente orientação à população e priorização de grupos para enfocar medidas de prevenção", afirma Cristina.




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