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Por Luis Gustavo Guimarães, especial para o Espaço GLS
miaugui@gmail.com
A 1ª Parada Universitária Gay do País ocorreu nesta terça-feira (13/06) nas ruas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O evento foi organizado pelo Fórum GLTTB de Campinas e Comissão de Combate às Opressões do Diretório Central da UNICAMP, além de alunos de diversos cursos que uniram forças neste evento.
A Parada, que faz parte do Mês da Diversidade Sexual da UNICAMP e do IV Mês da Diversidade Sexual de Campinas, levou para o meio acadêmico a discussão através da exibição de filmes e debates, que apesar de serem produtivos, não alcançam uma grande visibilidade do meio acadêmico como um todo. A Parada e a Quadrilha da Diversidade (inserida na festa junina do DCE) foram duas maneiras encontradas para suscitar uma discussão mais ampla e alcançar uma visibilidade para as lutas do movimento GLTTB.
A mani-FESTA-ção reuniu cerca de 300 pessoas que com o vermelho mostraram que todas as formas de amar são puramente formas de amar. Com o laranja iluminaram o tema do mês: A criminalização da homofobia. Com o verde e o amarelo exigiram que é dever de toda sociedade defender o respeito. Com os olhos voltados para o azul do céu sorriam e caminhavam desejosas de paz. E com o roxo se divertiam afinal, as manifestações (Paradas) são grandiosas festas em todo o mundo.
A ação foi embalada pela Bateria Alcalina da UNICAMP que fez sambar os participantes e sua música, batuques e energia encantaram funcionários e professores que enjaulados em suas salas e afazeres acadêmicos fingiam estar alheios a mani-FESTA-ação, mas, curiosos deixaram-se levar pelo “canto da sereia” deixando suas salas para ver a diversidade passar... a discussão portanto, estará presente em seus redutos intelectuais e acadêmicos. Sempre há um ponto de partida!
Mas, qual a importância da Parada nas ruas de uma das Universidades mais importantes do país? “Para um meio que finge aceitar a diversidade, as bandeiras e a visibilidade que a Parada promove é fundamental como instrumento de resistência e luta, indo muito além da festa”, disse Carol Rodrigues, aluna do 5º ano Ciências Sociais. “A Universidade é mantenedora dos valores da sociedade (racismo, homofobia, entre outros), mas ela também é ponta de lança para discussões e formadora de novas posturas para o resto da sociedade. A Universidade não é diferente do resto da sociedade”, afirmou Diego Machado Assis, estudante do 1º ano de Lingüística. De acordo com Rodrigo Braga, membro do Fórum GLTTB de Campinas. “A Parada está articulada com outros eventos internos da UNICAMP do Mês da Diversidade Sexual e contextualizada na programação do IV Mês da Diversidade Sexual de Campinas. Trazer somente questões para o debate acadêmico não são suficientes e a festa dá visibilidade e mais força às discussões. A recuperação dos movimentos de rua, em especial, dentro do espaço universitário... dá um ‘Q’ de pioneirismo... pessoas se beijando (Gays, Lésbicas, Travestis, Transexuais e Bissexuais) nas ruas da Universidade é subversivo. A festa tem algo de subversivo”.
Os participantes, entre a parada da bateria Alcalina e discursos de representantes de diversos seguimentos (DCE, ONGs e Fórum GLTTB e quem mais quis fazer uso da palavra) entoavam o refrão:
“Pra combater a homofobia a nossa luta é todo dia!!!
“Pra combater a homofobia a nossa luta é todo dia!!!
Esta foi a primeira parada realizada dentro de uma universidade e que deverá se repetir nos próximos anos, de acordo com a organização.
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