Aids
 
 Agenda
 
 Bares
 
 Boates
 
 Blog do Edu
 
 Busca
 
 Cinemas
 
 Contato
 
 Chat
 
 Galeria
 
 Grupos
 
 Notícias
 
 Outros Sites
 
 Persona
 
 Publicidade
 
 Saunas
 
YouTube

Site melhor visualizado em 1024x768 pixels - Campinas / São Paulo,

 
 
 

PERSONA

Por Eduardo Gregori
editor@espacogls.com

Depois de trabalhar por mais de uma década em uma empresa de treinamento, a campineira Paula Delbue decide seguir carreira de atriz e se prepara para estrear no seriado Arouche by Night, exibido em tevê por assinatura

Uma mudança radical. Assim pode ser definida a atitude que fez com que Paula Delbue deixasse o trabalho de dez anos em uma empresa de treinamento para ser atriz. “Embora tivesse uma carreira sólida, estava tremendamente infeliz”, conta. Dedicando-se à arte há dois anos, a campineira começa a colher os frutos do novo projeto de vida.

Na Capital, Paula participou de treinamentos com o diretor Luciano Sabino, da Rede Globo, e com o Studio Fátima Toledo. Agora, prepara-se para viver Clarice, personagem do seriado Arouche by Night, que será exibido em canal por assinatura e trata da cena gay paulistana. “Clarice é uma psicóloga, mãe de homossexual que se envolve com drogas e de uma jovem que é noiva de um professor de educação física. Sua filha tem dúvidas com relação à sexualidade”, resume.

Quando você iniciou carreira como atriz?
Há aproximadamente dois anos. Trabalhei mais de uma década em uma empresa de treinamento em Campinas. Embora tivesse uma carreira sólida, estava tremendamente infeliz. Ia a reuniões e quando entrava no meu carro, chorava de tristeza, mas não sabia o motivo. Em 2007, sofri uma fratura grave e fiquei afastada por um bom tempo. Nesse período, iniciei um curso de teatro em Campinas. Quando retornei à empresa, decidi que não era mais aquilo que eu queria para a minha vida. Mudei-me para São Paulo e participei de treinamentos com o diretor Luciano Sabino, da Rede Globo, e com o Studio Fátima Toledo.

Que trabalhos você destaca em sua carreira?
Em Campinas, participei de uma montagem de Teatro do Absurdo, mas a minha maior experiência está no cinema. Quando me mudei para São Paulo, fiz figuração para grandes montagens do cinema nacional. Mas, meu primeiro contato com a arte foi ainda em Campinas, na Cia Cenarte. Fiz um workshop com o diretor Robson Kumode e depois participei de um curta-metragem, no qual interpretava uma esposa adúltera. Fiz recentemente outro curta, com adaptação de Rubem Alves. Na produção, fui a mulher de um psicopata. O filme está concorrendo a vários festivais internacionais, por se valer de uma tecnologia nova. É uma produção para celular.

Qual papel você mais gostou de interpretar?
Gostei mais de fazer a Estela, esposa do psicopata, pois a personagem era totalmente diferente de mim, o que me exigiu muito estudo e laboratórios. Mas gosto mesmo é de me reciclar, de trocar conhecimento e experiências com os amigos atores Diogo Henry, de Belo Horizonte, e Júlio César Rocha, de São Paulo.

Fale um pouco de sua personagem em Arouche by Night.
Vou fazer a Clarice, que é uma personagem heterossexual, psicóloga, mãe de um homossexual que se envolve com drogas e de uma jovem que é noiva de um professor de educação física. Sua filha tem dúvidas sobre a sexualidade do noivo. Clarice aceita a homossexualidade do filho, mas embora seja desprovida de qualquer preconceito enfrenta um grande período de sofrimento com os problemas familiares. O seriado será meu primeiro trabalho na tevê.

Como surgiu o projeto Arouche by Night?
Surgiu da ideia de retratar o cotidiano gay do centro da maior cidade do Brasil. O redator e produtor William Lemos foi convidado por um amigo diretor a escrever um roteiro para uma série, e então resolveu fazer laboratório no Largo do Arouche, e na Rua Vieira de Carvalho, o reduto gay do Centro de São Paulo, e ouviu muitas histórias engraçadas e tristes. Com isso, acabou se baseando em fatos reais para montar personagens e espaços da série. O seriado terá a direção de Théo de Faria, filho do ator Reginaldo Faria, e está sendo produzido pela Dum Produções.

Qual é o enredo?
O seriado vai enfocar aspectos sociais do mundo gay como preconceito, pedofilia, infidelidade, drogas, a problemática do amor e questões familiares que permeiam a vida cotidiana.

O seriado é voltado especificamente para o público gay?
É para o público em geral. Tivemos o cuidado de fazer um seriado sem pornografia, que é o que o espectador espera, pelo fato de se tratar de uma série gay. Mas haverá sexo, drogas etc. A intenção é que pais, famílias e amigos de gays entendam que o homossexual, antes de tudo, também é um ser humano com deficiências emocionais e problemas da vida em geral. O seriado também tem personagens e dificuldades cotidianas dos heterossexuais.

Onde será exibido?
Por motivos de andamento de processo de fechamento contratual, ainda não posso citar a emissora principal, mas será um canal de tevê por assinatura. Há também algumas emissoras de tevê por internet interessadas em reprisar a série. Neste caso, será para quem não tem tevê a cabo. Os leitores podem acessar o site do seriado, www.arouchebynight.com.br e fazer cadastro no link Contatos, para receber informações futuras.

Que importância tem a tevê por internet para as produções brasileiras?
A importância da tevê por internet é total. Hoje em dia, a rede de computadores comanda grande parte da mídia. É a mídia de livre acesso, rápida e direta.

Qual é a expectativa de audiência?
Estamos apostando que será muito boa a repercussão, até porque é um assunto atual e polêmico. Já tivemos mais de 650 mil acessos no site do seriado.

Quantas temporadas estão previstas?
Estamos produzindo a primeira temporada, que terá 11 episódios. Se depender dos nossos esforços, teremos dez, vinte, muitas temporadas.

Você vem sempre a Campinas?
Venho praticamente todo final de semana para ficar com minha mãe e passear com meus cachorros.

De que lugar da cidade você mais gosta ou tem lembranças boas?
Sou uma pessoa de hábitos simples. Gosto de ir ao Mercado Municipal (Mercadão) comprar frutas e castanhas. Também aprecio o silêncio e a beleza natural do Parque Ecológico, onde passeio com meus cachorros. Tenho boas lembranças do Colégio Culto à Ciência e do Instituto de Economia da Unicamp, onde obtive não somente conhecimento, mas o incentivo de grandes mestres.

Clique aqui e sugira um entrevistado

  Documento sem título

Espaço GLS - diversidade sexual no interior paulista - Copyright Espaço GLS 1999 - 2009 - editor Eduardo Gregori