PERSONA
Por Eduardo
Gregori
editor@espacogls.com
DJ Paulo Ciotti
é um dos símbolos da noite GLS brasileira. Natural de
Bocaina, no interior paulista, Ciotti conquistou a cena paulistana.
Com seu estilo modernérrimo e divertido ele faz as pistas por
onde passa, e também as bibas, ferverem até o fim da noite.
E foi com este super profissional que conversei esta semana e que mostro
aqui no Espaço GLS.
Quando você
começou a tocar e onde?
Foi na Pop Corn, na Vila Maria, bairro que cresci e vivi minha adolescência.
Acho que em 85 ou 86.
De onde
vem a paixão pelas picapes?
Nossa! Desde de moleque já vivia entre os vinis. Tenho 10
irmãos e eles sempre compravam discos e eu aproveitava. Acho
que dai veio a paixão e logo lançou o filme Os Embalos
de Sábado a Noite e dai veio a paixão pela noite.
Quais artistas
você mais gosta de tocar?
Sou muito eclético. Muitos pensam que só gosto de
vocais, e drag music. Odeio este rótulo,mas adoro, techno, trance,
musica clássica. Entre artistas são muitos: Moby, Pet
Shop Boys, Pink Floyd, Barbra Streisand, Enya, Beatles, vários
e vários mais. Sem falar em Madonna, Cher, etc...
E quem você
não tocaria nunca?
Drum-bass. Acho muito barulho, nada a ver comigo, embora adore o
DJ Mark Mark, amigo antigo.
Quais são
as suas influências?
Músicas que tenham, expressão, emoção,
e muito swing e energia.
Algum DJ
que você goste?
Vários. Maumau, Renato Lopez, Flávio Bruckeen, meu
irmão, Renato Cecin, meu companheiro e vários outros.
Drag music
é tudo ou existe vida inteligente além do bate cabelo?
Lógico que existe e não gosto deste rotulo. Hoje em
dia muitos heterossexuais gostam de musicas com vocais e que tem e trazem
emoção ao ouvir na hora em se está em uma pista
de dança.
Você
acha que os DJs que tocam em casas GLS são tão valorizados
quanto os que tocam em casas hétero?
Nem todos, mas alguns conquistaram seu espaço e seu devido
valor, embora poderiam ser mais valorizados. So que a mídia é
muito conservadora e machista.
Muitos DJs reclamam de calotes em festas itinerantes. Você já
passou por isso?
Graças a Deus comigo nunca aconteceu, embora hoje em dia só
viajo com 50% depositado anteriormente e 50% na hora de tocar.
Como você
define a noite GLS de São Paulo atualmente?
Em fase de crescimento. Várias casas abrindo e vai ficar
melhor ainda.
Você
conhece a cena gay do interior paulista?
Muito pouco, só por amigos DJs que trabalham em casas do
interior
Quais seus
projetos atuais?
A inauguração da Central Club, o novo club de Sérgio
Kalil
E os projetos
futuros?
Produzir um cd meu e produzir musicas. Um sonho que ainda vou realizar
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