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PERSONA

Por Eduardo Gregori

Na sexta-feira que antecede a 9ª Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, uma festa promete ser o maior evento para o público GLBT já realizado no Brasil. Trata-se da E-Joy Moon. E foi com meu querido amigo (dos tempos de Ultralounge campinas) Ricky Mastro, seu partner Rodrigo Zanardi e o produtor Tony Simões, que conversei sobre este mega evento. Rodrigo Znardi começou sua carreira de produtor de festas no Shopping Frei Caneca, em São Paulo. Fez uma série de eventos para o Estudio Wolf Maya e para a marca de roupas Colcci. Há três anos atrás criou o primeiro selo de festas de música eletrônica, a E-Joy. Em 2004 se associou com Ricky Mastro que já era produtor de festas no meio GLS. Ricky começou a sua carreira de eventos nos Estados Unidos, passou por Campinas e agora trabalha na capital paulistana. A E-Joy, selo de festas de Zanardi e Mastro já teve edições em Florianópolis e agora promete edições em Fortaleza, Porto Alegre e Búzios ainda este ano. Para 2005, a E-Joy se juntou a Moon Eventos comandada
por Tony Simões que ingressa no mercado de festas GLS.

A E-Joy Moon já nasceu como um grande festival de música. Como foi idealizar este projeto?

Zanardi - A festa começou em Setembro quando eu e o Ricky começamos a cotar
a diva Deborah Cox para fazer um grande show aqui em São Paulo na época da
parada. Esperávamos trazer uns dois DJs internacionais com a diva. Quando
voltamos da nossa festa de Floripa foi proposto a idéia de fazer uma festa
no Anhembi. Achávamos o projeto grandioso, mas tínhamos um line-up em
mente. Foi assim. Juntamos a E-Joy com a recém-nascida Moon para fazer a
EJoy Moon.

Como se deu a escolha das atrações? Em que elas se identificam com o Brasil?

Ricky - Tivemos uma tarefa bem difícil na escolha do line-up, mas
decidimos escolher DJs que englobassem todas as tribos. Por isso que
escolhemos por exemplo o Giangi Cappai que é queridinho do pessoal de house
tribal. O mesmo foi sobre o Renato Lopes e Oscar Bueno. Queremos trazer
todos os tipos de público para esse evento. Todos com um intuito de que é
celebrar a house music.

Como o evento se alinhava? Há ligação entre os estilos e DJs?

Zanardi - Sim. Cada tenda leva um estilo de música. O público talvez vá de
uma tenda a outra. Mas os DJs foram escolhidos para cada tenda que tivesse
um estilo de música parecido.

Deborah Cox, apesar de ser uma diva na cena GLS, é desconhecida no Brasil. A escolha é uma aposta apenas para o público GLS?

Ricky - Não acredito que a Deborah Cox seja desconhecida no cenário
nacional. Ela não é uma grande diva como a Whitney Houston, mas aposto
que se torne nos próximos anos e fique conhecida como é conhecida pelo
público GLS.

Qual será o repertório dela?

Ricky - Ela vai cantar hit sobre hit levando todos a loucura - pode apostar!


Quem é o público alvo deste evento?

Tony - O público na sua maioria é o público GLS.Claro que sabemos que nas
grandes festas os meninos reinam, mas queremos ter um público GLS é claro!

Quanto foi investido no evento?

Zanardi - Foi investido USD$250,000


Que retorno de público os organizadores esperam?Voces já pensam em 2006?

Ricky e Zanardi - Pensamos em vários eventos para a E-Joy. Gostamos muito
dessa idéia de sair de São Paulo e explorar novos mercados. Com certeza
iremos se associar a marcas e fazer grandes eventos. Temos algumas atrações
muito bem guardadas que levarão o público a loucura - é só esperar.


São Paulo foi escolhida por ser uma cidade de destaque na cena eletrônica
internacional?

Tony - São Paulo foi escolhida por ser a cidade da maior parada gay do
mundo.

Ricky - Quanto ao destaque na cena eletrônica acredito que São Paulo esteja
engatinhando, mas tem um futuro promissor pela frente.


Que exigências as estrelas do evento fizeram?

Zanardi - São muitas mesmo. Desde uma garrafa de vodka na pick-up do DJ
até 100 litros de água Perrier. É uma loucura total!



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