Aids
 Busca
 Contato
 Chat
 Cosmo On Line
 Dicionário
 Enquetes
 Espaço GLS TV
 Fashionista
 Galeria
 Melhores 2008
 Notícias
 Orkut
 Persona
 Publicidade
 Quem faz
 Eduardo Gregori
 GLBT XYZ
 Balada Digital
 Comedere
 Hit Parade
 Na Língua do Ju
 Memórias de Adão
 Mondo Moda
 Poperô
 Xou do Gongo
 Agenda
 Bares
 Boates
 Grupos
 Saunas
 Sites GLBT

 

 

 

Site melhor visualizado em 1024x768 pixels - Campinas,

PERSONA

Por Eduardo Gregori
editor@espacogls.com

Ela veio do Recife, retirante nordestina em busca de uma vida melhor no Sudeste. Há 7 anos em São Paulo e com 15 anos de carreira, Michelle Summer é uma artista que transcende seu gênero. Travesti assumida e com orgulho, Michelle pode ser Elba Ramalho ou encarnar uma hilária caricata. E foi com esta artista simpática e nada estrela que conversei e mostro aqui no Espaço GLS para vocês.

Quando você começou?
Há 15 anos lá no Recife.

E porque escolheu Elba Ramalho como um de seus personagens?
Na minha época não existia drag, a gente procurava parecer com alguma cantora brasileira famosa. Eu parecia com a Elba e de tanto as pessoas falarem isso eu comecei a fazer show de Elba Ramalho.

Além da Elba o que você faz mais no palco?
Eu sou pau pra toda obra. Faço a humorista, apresentadora e show de vedete. Caminho por todas os lugares

Qual é seu estilo preferido?
Tudo tem o seu brilho e sua coisa gostosa de fazer. Quando estou de Elba me realizo, quando solto uma piada e sinto o público rindo é uma coisa muito boa pra mim.

O público entende um artista com tantos tipos?
Às vezes eles se assuntam e ficam admirados de que eu possa fazer um tipo e mostrar outros completamente diferentes. Sou como um Chico Anísio, com vários personagens.

Foi difícil vencer em São Paulo?
Eu cheguei em São Paulo e ficava vestida de Elba Ramalho praticamente 24 horas. Me deram muita oportunidade e foram vendo que não era só a Elba que eu fazia. Não foi tão difícil me colocar e quem tem talento não fica sem trabalho.

Muitos reclamam que os empresários não valorizam o artista. Você concorda?
No começo de carreira é difícil, você não pode exigir nada. Quando você já tem um nome e um público, então fica mais fácil impor respeito e exigir um cachê digno do seu trabalho.

Você sumiu de Campinas, porque?
Eu vinha muito na The Club. A Helloá Meirelles, ex-diretora artística, me abriu um espaço enorme. Ela gostava da artista e da pessoa e por isso sempre eu estava aqui. Depois veio a Rúbya, que eu sinto ter um amor pelo meu trabalho e pela minha pessoa. Agora eu sinto falta porque a Helloá mora na Europa e a Rúbya não está mais na direção artística das casas por aqui. Estou voltando a Campinas pelas mãos do Thiago, do Clube Insano. Ele gosta do meu trabalho e me convidou.

Você começou a fazer show como travesti ou drag?
Desde criança eu era confundida com mulher. Sempre fui travesti. As pessoas acham que travesti é só aquela que tem silicone, prótese e passou uma noite na delegacia de Polícia. Eu me sentia travesti desde criança. Só aos 30 anos eu resolvi colocar silicone e depois coloquei próteses.

A travesti sofre preconceito mesmo sendo artista?
Sim e muito. Para muitas pessoas travesti é sinônimo de polícia, babado e confusão, mas não é por aí. Nem todas as travestis gostam de se atracar ou de fazer programa. Depois que coloquei prótese as pessoas acharam que eu não faria mais a caricata, como se fazer caricatisse dependesse disso. Aliás, a prótese e o silicone não interferiram em nada no meu trabalho, muito pelo contrário, acrescentou em outros trabalhos que eu posso também fazer. A gente que é artista não pode ficar só naquela coisa de bater cabelo, dublar ou fazer o povo rir, tem de fazer de tudo O público nunca tem noção de como eu vou entrar no palco por que eu sou versátil, faço muita coisa.

Que conselho você dá para quem pensa em começar?
Para quem tem talento há espaço. Só trabalha e fica na noite quem tem talento.

Veja aqui a galeria de fotos de Michelle Summer em Campinas

Clique aqui e sugira um entrevistado

  Documento sem título

Espaço GLS - diversidade sexual no interior paulista - Copyright Espaço GLS 1999 - 2008 - editor Eduardo Gregori