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PERSONA

Por Eduardo Gregori
editor@espacogls.com

Rafael Lélis

O paulistano Rafael Lélis assumiu recentemente a residência da Pride Club. Dividindo a noite com Téo Brasil e convidados, o DJ e produtor musical promete agitar ainda mais as noites GLS de Campinas. Conversei com ele semana passada e mostro aqui um pouco das suas impressões e expectativas sobre a cidade.


Quantos anos de profissão?
4 anos já dedicados a House Music

Onde ja tocou e toca atualmente?
Já toquei em muitos lugares,uma lista enorme pois trabalho viajando o Brasil. Atualmente tenho tocado como residente na Mub em Uberlândia, e na Pride Club, em Campinas.

Quais são suas influências musicais?
Dentro da House Music são os saudosos Thunderpuss, além do sempre atual Peter Rauhofer e mais uma gama de excelentes produtores de Club House.

Como começou a produzir?
Me apaixonei por música Dance aos 12 anos, e comecei a produzir alguns anos depois disso. No começo era apenas uma brincadeira, mas eu percebia que realmente levava jeito para a coisa e fui me aperfeiçoando. Comecei com um computador 486, lembro até hoje rs. Eu passava dias enfiado no quarto. Para mim era mágico poder fazer música e mesmo hoje, depois de tantos lançamentos continua sendo.

Como você define seu estilo?
Meu estilo predominante é Club House e Progressive House, mas também tenho produzido Electro mesclado a Tribal. Acho importante sair do óbvio, surpreender.

O que está achando de tocar no interior?
Eu gosto muito. Na verdade, onde sou tratado com carinho e respeito acabo trabalhando com muito gosto e sei que o público de Campinas me acolheu.

Qual a diferença do público de Campinas para os demais?
Acho que, por ser próximo a capital, as diferenças são poucas, porém existem. Ainda sinto algumas pessoas um pouco tímidas para se soltarem na pista, mas isso com o tempo pode ir mudando.

Tocar para GLS é diferente de tocar para HT?
Eu só toco para público GLS. Público predominantemente hetero não rola, pois o estilo musical com que trabalho já foi adotado pelos gays a muitos anos e a aceitação deles é muito maior.

Que proposta de som você traz para Campinas?
Alguns Djs se limitam a tocar exclusivamente música instrumental ou vocal. Eu não. Eu procuro fazer um set onde a pessoa possa escutar um Progressive House de qualidade, mesclado a um remix de Madonna. Acho esse equilíbrio muito bacana pois não fica um som cansativo, maçante.

Você conhece os DJs campineiros?
Conheço alguns como C’Machia, Téo Brasil, Tio Jonas, Ricado NB, dentre outros.

Qual a sua opinião sobre eles?
Comigo foram pessoas muito agradáveis, até amigos. Na verdade, uma opinião pessoal não cabe dizer. O que eu acho é que Campinas têm ótimos profissionais e outros nem tanto, assim como qualquer outro lugar. Eu acho que quem tem potencial, diferencial e um dom verdadeiro para a coisa têm que ter espaço para trabalhar, indiferente de ser de Campinas ou da China!

Quando não está tocando o que mais gosta de fazer?
Nossa, eu simplesmente amo computação, então vivo em frente ao meu micro. Também amo vídeo game. Tenho uma coleção gigante de jogos antigos como os de Snes, Mega Drive... São coisas que fizeram parte da minha infância e que gosto de relembrar. Sou meio preguiçoso para sair de casa, então fico mais por aqui mesmo curtindo minha cachorra e meus 2 ratos brancos. Faço de tudo, menos curtir balada rs.

No seu CD do carro e de casa, que tipo de som vc ouve?
Eu escuto muita coisa. Bigbeat é um estilo de música eletrônica que me seduz, assim como Techno e Mpb remixada. Também curto muito gente como Mob, Whitney Houston, Clara Nunes, 4 Non Blondes, Cher, Cazuza, Amy Winehouse, por aí vai.

Qual a sua visão de uma balada perfeita?
Creio que minha visão poderia soar um pouco conservadora demais para o que vivenciamos constantemente na noite. Só gostaria de aproveitar o gancho para dizer a algumas pessoas que vissem que as coisas podem ser muito mais do que esse mar de futilidades e valores tortos que nos destroem. Quem faz a noite é você que está lendo esse texto, sou eu, somos nós!

Você está conhecendo a noite de Campinas? O que está achando?
Eu estive tocando em alguns lugares por Campinas e gostei bastante. Não consigo ver muita diferença entre o público de Campinas e São Paulo. Acho que pela proximidade talvez. Sinto-me realmente em casa quando estou em Campinas.

Que novidade você promete tocar por aqui?
Temos muitas viu rs. Recentemente fiz um remix para 4 minutes da Madonna que acho ter grandes chances de ser um grande “boom”. Fora isso tenho produzido músicas mais alternativas, Progressive que inclusive ainda nem foram lançadas, mas que o pessoal de Campinas já pode escutar nos meus sets.

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