Aids
 Busca
 Contato
 Chat
 Dicionário
 Enquetes
 Espaço GLS TV
 Galeria
 Notícias
 Orkut
 Persona
 Publicidade
 Quem Faz
  Eduardo Gregori
 Adonis
 Blog da Rúbya
 By Marco
 Cidadania
 Hit Parade
 LBFV
 Mundo Markus
 Tiago Duque
 Zoom
 Agenda
 Bares
 Boates
 Cinemas
 Grupos
 Igrejas e Templos
 Saunas
 Sites GLBT
 
 

Site melhor visualizado em 1024x768 pixels - Campinas / São Paulo,

PERSONA

Por Tiago Duque
duque_tiago@hotmail.com

Aira Teixeira Corerato

Olá Pessoal! Entrevistei a adolescente lésbica e militante Aira Teixeira Corerato, do grupo E-Jovem. Confiram como esta garota, com apenas 16 anos, já tem coragem e o compromisso social que muitos adultos ainda não têm! Para quem quiser se comunicar com ela, o seu e-mail é: corerato@hotmail.com

Como é ser adolescente lésbica assumida?
É um pouco complicado, mas vale a pena. Complicado pois várias pessoas não levam a sério um adolescente, imagine um que ainda é homossexual? Mas, valeu a pena por que vivo a minha vida. Não escondo o que sou.

Porque você resolveu, além de “sair do armário”, tornar-se militante lésbica?
Resolvi sair do armário por que não estava mais agüentando ter que mentir, principalmente para meu pai, pois só mora nós dois; e a questão de ser militante foi para lutar pelo direito LGTTB (Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais) e pelos adolescentes que sofrem muito com sua homossexualidade.

Como é a sua relação com a família?
Só meus irmãos e meus pais que sabem. A minha relação com eles é ótima, só que infelizmente tenho sérios problemas com a minha mãe que não me aceita, tanto que não converso com ela.

Como é a sua relação com a escola?
Quando resolvi me assumir estava no final da 8ª série; com as pessoas que me assumi a aceitação foi ótima, depois que mudei de colégio houve um certo preconceito. Só que hoje, no 2º colegial, tenho uma boa convivência com o pessoal.

Como você vive a sua espiritualidade?
Na religião que sigo, que é a Espírita, consigo conciliar sem problemas.

Você sente-se pressionada pelos amigos e amigas a “mudar” a sua orientação sexual?
Nem tanto, por eu ter muitos amigos evangélicos sempre tem um ou outro dizendo que eu tenho que mudar, mas nada muito sério

Qual é a principal reivindicação dos adolescentes homossexuais organizados? Como vocês têm contribuído para que esta reivindicação torne-se realidade?
Sem dúvida é o problema enfrentado com os pais e a escola. No E-Jovem (www.e-jovem.com) de Campinas, que é aonde eu participo, temos alguns projetos em andamento como o PEJ (Programa Escola Jovem) que faz diversas atividades com a escola, e também fazemos reuniões com pais e psicólogos.

Os adolescentes nem sempre são levados a sério. Qual é a sua opinião sobre este tipo de preconceito?
Muita gente tem essa idéia mesmo, por que dizem que os adolescentes ainda não sabem o que querem da vida, não nego que tem adolescentes que não sabem o que querem da vida, mas aqueles que têm uma perspectiva de vida é um número muito maior, e esse “TABU” só vai ser quebrado na hora que mostrarmos o que os adolescentes são capazes de fazer para sociedade.

Campinas terá no próximo dia 1º de julho a primeira matinê LGTTB. Como será esta festa? Qual é a importância dela para toda a comunidade LGTTB?
Pelo que sei será maravilhosa, ela é importante mais para os adolescentes, pois eles não tem um ambiente onde possam paquerar, divertir com os amigos, sem sofrerem algum tipo de preconceito, por que estarão no ambientes “deles”.

Você participa da Comissão Organizadora do IV Mês da Diversidade Sexual de Campinas, inclusive da organização da VI Parada do Orgulho de LGTTBs da cidade, que ocorrerá no próximo Domingo, dia 25 de junho. Como tem sido sua participação e o que tem aprendido com esta ação voluntária e militante?
Estou participando como posso, conciliando com meus estudos. Digo que com esta ação voluntária na verdade eu desaprendo. Desaprendo tudo aquilo que a sociedade impôs, que é uma sociedade machista, descriminadora e repressora. E aprendo que tenho e devo lutar não só pelos meus direitos, mas pelos direitos de todos.

Deixe uma mensagem para os nossos leitores e leitoras.
Nós adolescentes temos ainda muito a mostrar do que somos capazes de fazer, e precisamos buscar visibilidade

Clique aqui e sugira um entrevistado

  Documento sem título

Espaço GLS - diversidade sexual no interior paulista - Copyright Espaço GLS 1999 - 2009 - editor Eduardo Gregori