PERSONA
Por
Eduardo Gregori
Paulo Mariante é
advogado e um dos fundadores do Identidade, um dos grupos do movimento
LGTTB mais atuantes do Brasil. Militante há pelo menos 10 anos,
Mariante é uma referência para nossa comunidade no que
diz respeito à cidadania e direitos civis. E foi com ele que
conversei durante a 1ª Semana do Orgulho GLBT de Ribeirão
Preto.
Qual a sua opinião sobre o crescimento das paradas em cidades
do interior?
Muito importante. Elas mostram a vontade das pessoas em dar visibilidade
ao movimento GLBT também fora das grandes cidades. As paradas
em cidades menores contribuem na construção da cidadania
no interior do Brasil.
E as paradas
do interior em relação a São Paulo?
O gigantismo da parada de São Paulo não é afetado
pelas paradas no interior. Muitas pessoas que não vão
à São Paulo, participam de paradas em cidades menores
e isso é de extrema importância.
Como você
avalia a última Parada de São Paulo?
Foi uma manifestação rica. Havia militantes organizados
e não-organizados. Foi um exercício de liberdade, um ato
político e também de diversidade mental.
E as pessoas
que vão nas paradas apenas pela diversão? Você acredita
que o ato político perde o sentido?
Não. A diversão também é um ato político.
Quem foi para a rua montado ou não, para gritar palavras de ordem,
ou não, todos estão, à sua maneira, fazendo parte
de um ato político.
A mudança
de governo em Campinas dificultou a realização da Parada
neste ano?
Não. O movimento LGTTB de Campinas já vinha tendo problemas
com a administração anterior na questão orçamentária.
Com o fim do Orçamento Participativo este ano, que contemplava
a comunidade LGTTB de Campinas com verba inclusive para a parada, a
coisa ficou mais difícil, mas era uma situação
que já estava acontecendo antes do novo governo tomar posse.
Qual a sua opinião
sobre o atual Prefeito de Campinas em relação ao movimento
LGTTB?
Respeitoso. Ele participou da abertura do III Mês da Diversidade
Sexual e se mostrou interessado em nossa causa.
Como você
vê a atual situação do Grupo Identidade que é
premiado por seus trabalhos mas corre risco de perder sua sede por falta
de recurssos financeiros?
É uma contradição. O grupo promoveu e promove
ações importantes mas tem uma estrutura aquém da
dimensão que ele tomou. Uma coisa eu digo: o grupo não
vai perder a sua sede.
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