Aids
 Busca
 Contato
 Dicionário
 Enquetes
 Espaço GLS TV
 Galeria
 Notícias
 Orkut
 Publicidade
 Quem faz
 Eduardo Gregori
 GLBT XYZ
 Balada Digital
 César Machia
 Comedere
 Na Língua do Ju
 Memórias de Adão
 Mondo Moda
 Mundo Markus
 Por Aí
 Toca de Urso
 Xou do Gongo
 Fashionista
 Mr. DJ
 Persona
 Salada Mix
 Cosmo On Line
 CR GLTTB
 Sites GLBT
 Agenda
 Bares
 Boates
 Grupos
 Saunas
 

Site melhor visualizado em 1024x768 pixels - Campinas,


PERSONA

Por Juliano Silveira
intongue@yahoo.com.br

Diógenis

Entre um papinho dali e outro aqui, um pedido de “Deeper and Deeper” e colocações – da minha parte – sugeri ao DJ Diógeses, residente de duas casas já tradicionais da cidade de Campinas, uma entrevista.
Com mais de 10 anos de carreira, o DJ, um dos mais populares da região – e um dos meus preferidos – conta em 15 perguntas um resumo de sua carreira, de suas idéias e experiências extra-cabine de som.

Como teve inicio a sua carreira de DJ?
Bom, meu inicio acho que foi como de todos...Eu freqüentava casas noturna da época no fim dos anos 80, admirava os DJ’S tocando e sempre adorei música. Foi aí que descobri que queria ser um DJ. Então, passei a pesquisar e tentar saber o que era um DJ, passei a estudar e perguntar para outros DJ’s como fazia para ser DJ, onde comprar as música, como mixar...“Fui bem chato” (rsrsrs)...E então, comecei a fazer festa de aniversários dos amigos. Em 1991 fui convidado para entrar numa equipe de som daqui da região ( Alta Tensão), foi aí que percebi que tinha virado um DJ de verdade e a ser um profissional. Daí em diante passei por outras equipes de som da região: Magic Music e Foot Som e em várias casas noturnas: Babilônia, Manhattans, Club Esquina, Adrenalina, até que entrei na Double Face que permaneço até hoje.

Qual é o seu estilo e como o mesmo foi definido?
Meu estilo é o Tribal House e Club House. Na verdade, eu nunca gostei de músicas que tocavam em FM, então, fui atrás de um estilo que eu me identificasse e eu fui variando do House da época pelo Techno e pelo Underground dos anos 90, até que com a entrada no mundo GLS assumi um estilo próprio e me dei muito bem (rsrsrsr ). Hoje, se alguém for ouvir meu SET em algum lugar ou nas casas que sou residente, já sabem o que vão ouvir.

Atualmente você toca em duas casas bem importantes da cena GLS campineira, no caso, a Double Face e a Subway. Qual a diferença das duas quanto à pista, já que a sua figura está presente em ambos os ambientes?
A Double Face para mim a pista é melhor, por eu estar a bastante tempo me sinto mais a vontade para tocar meu estilo. Na Subway já é diferente, como só sou residente de um dia da casa eu tenho que ser mais maleável com as músicas, não posso ser muito pesado ainda (rsrsrsrs). Mas aos poucos, vou dando a minha cara na pista, deixando igual ou melhor que a Double Face, mas as duas Casas são ótimas.

O público GLS tem o hábito de dizer que a Double Face é uma casa que tem pouca qualidade na questão da freqüência de público. Pela história da casa, foi uma das primeiras, lá nos anos 90 a começar a agitar um vibe de pista mais underground quando se começava a falar até em after-hours. Como você analisa o tipo de comentário citado e como você define o estilo da pista hoje na Double, já que a mistura do comercial e underground ainda é bem forte na pista?
Na verdade eu acho que a qualidade do público para mim é indiferente, eu aprendi a tocar para qualquer público, seja A,B ou C. O meu papel lá dentro não é ver a qualidade de ninguém e sim fazer com que quem freqüente a casa se sinta a vontade para dançar , se divertir e sair da casa feliz. Este é o meu papel. E antes de falar de “Qualidade de Público” da DOUBLE FACE é só pensar: ELA ESTA ABERTA DESDE 1990, INDIFERENTE DO SEU PÚBLICO SER DE QUALIDADE OU NÃO!!!. A pista da DOUBLE hoje está num nível musical das Maiores Casas do mundo dentro do seu estilo, hoje o estilo Club House ou Drag Hits (Como preferir ) não está como antes, por isso estou tentando deixar a pista mais pesada e mais DARK, mas não saindo do estilo da Casa. O AFTER é uma coisa que estou tentando fazer há algum tempo, mas ainda não rolou, vamos esperar para ver o que dá (rsrsrsrsr).

Como você pensa o seu set? Com antecedência, na hora, pelo vibe do público?
Nossa, eu nunca penso com antecedência, eu acho que tem que ser na hora e pelo vibe do público, porque se você fazer um set com antecedência, você nunca vai saber quem vai estar na pista.

A figura do DJ hoje ainda tem o mesmo peso que nos anos 90?
Não, hoje o DJ é considerado um artista, como uma banda, um cantor etc. Tanto que nos anos 90, quem ia em uma casa noturna ia para dançar e quase nem sempre sabia quem era o DJ da casa ou onde ficava a cabine de som. Hoje já é diferente, nunca se viu tantos DJ’s Internacionais no País como Peter Rauhofer, Junior Vasquez, Tony Moran, Deep Influence , Ralphi Rosario , Victor Calderone e Dj”s Nacionais tocando lá fora, com DJ MARK , PATIFE, MAU MAU, TISSO, ALTAR e outros.

Em termos de referências musicais, como você define o público GLS hoje?
Razoável, acho que poderia ser melhor. De uns tempos para cá, o público está com aquela coisa de FM, escuta músicas em casa e quer chegar na boite e ouvir também. Aí não dá, né! ( RSRSRS )

É possível mostrar conceito numa pista?
Sim, temos exemplos do THE CLUB com os DJ’S Ricardo NB & Dudu, que na época ditou um conceito forte na cena musical Campineira, e sem esquecer da SINTONIA com o DJ Julio César que na minha opinião foi o começo da Cena, e hoje, tem DOUBLE FACE, SUBWAY e a DON’T STOP, que estão seguindo estes passos para a cena musical ficar cada vez melhor.

Você é um DJ conhecido na noite GLS mas ao mesmo tempo bem discreto no quesito ferveção. Como é o seu envolvimento com o público?
HUM...., Bom eu tento ser o mais simpático possível, converso com todos, brinco, mas na verdade eu gosto mesmo é de fazer eles ferverem, assim fico mais satisfeito.

A música eletrônica passou por mudanças significativas através destas últimas décadas, principalmente depois da explosão do undergorund nos anos 90. Atualmente, como você encara as variáveis deste estilo como Electro, Electro-House, Tech-House etc? Acha que o público que freqüenta a cena está atualizado com estas mudanças?
EU acho que todos os estilos são ótimos, e vieram para acrescentar à Cena eletrônica, e o público está se habituando legal com as novas variações da música eletrônica, mas tem estilos que vão ficar, e outros que não...Vale a pena ficar ligadinho ( RSRSRSR ).

E por falar em público, é hábito se dizer que o público GLS é um dos mais exigentes e informados. Isto é verdade?
Já foi sim, hoje já não mais, agora vamos torcer para mudar.

Você produz seus próprios remixes?
Sim, hoje graças a Deus já faço parte de um selo paulista - Da Sound Records –
que está dando a maior força para lançar minhas músicas...Tanto que quem quiser comprar uma das minhas músicas, já estão à venda no site: www.beatport.com/dasound


Como é a sua relação com os outros DJs que tocam na cena GLS da cidade?
A melhor possível, acho todos ótimos. São DJ’s que estão na estrada há bastante tempo, e têm sua importância na Cena Campineira como: Ricardo NB, Dudu, Julio César, César Machia, Rodrigo Lima, Rodrigo Soares; todos eles têm sua importância na Cidade e só têm a acrescentar no mundo GLS.

Qual seria o seu set-list para uma pista perfeita?

1 - Kernel Groove - Aka Dj Diógenes - Action ( Original Mix )
2 - Soul Avengers Aka Dj Japa & Gedson Rios - Macumba ( Demu Spirutal Mix )
3 - Demu Mix - Stand Up My Big Man ( Kernel Groove Aka Dj Diógenes Big Man Mix )
4 - Demu Mix Feat Angelica De No - Music Made The Addict (Mor Avrahami Club Mix )
5 - Da Grooovmakers - Hard Groove ( Original Mix )
6 - DJ Paulo & Steve Gomez - Allow The Drums ( DJ Paulo's Collaboration Mix )
7 - Dj Rooster & Sammy Peralta - Tonight ( Terranova & Austin Leeds Tribal Dub )
8 - Altat Feat. Jeanie Tracy - Party People ( Club Party Mix )
9 - Tony Moran - Cafe Com Alegria ( Moran and Deep Influence Mix )
10 - Lori Jenaire - You Know How To Love Me ( Friscia & The Lamboy Dub )

Para finalizar, já aconteceu alguma cena interessante e inusitada enquanto você estava na cabine de som?
Acho que não, quando eu tiver uma eu te aviso (RSRSRS).



Clique aqui e sugira um entrevistado

  Documento sem título

Espaço GLS - diversidade sexual no interior paulista - Copyright Espaço GLS 1999 - 2008 - editor Eduardo Gregori