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PERSONA

Por Juliano Silveira
intongue@yahoo.com.br

Diógenis

Entre um papinho dali e outro aqui, um pedido de “Deeper and Deeper” e colocações – da minha parte – sugeri ao DJ Diógeses, residente de duas casas já tradicionais da cidade de Campinas, uma entrevista.
Com mais de 10 anos de carreira, o DJ, um dos mais populares da região – e um dos meus preferidos – conta em 15 perguntas um resumo de sua carreira, de suas idéias e experiências extra-cabine de som.

Como teve inicio a sua carreira de DJ?
Bom, meu inicio acho que foi como de todos...Eu freqüentava casas noturna da época no fim dos anos 80, admirava os DJ’S tocando e sempre adorei música. Foi aí que descobri que queria ser um DJ. Então, passei a pesquisar e tentar saber o que era um DJ, passei a estudar e perguntar para outros DJ’s como fazia para ser DJ, onde comprar as música, como mixar...“Fui bem chato” (rsrsrs)...E então, comecei a fazer festa de aniversários dos amigos. Em 1991 fui convidado para entrar numa equipe de som daqui da região ( Alta Tensão), foi aí que percebi que tinha virado um DJ de verdade e a ser um profissional. Daí em diante passei por outras equipes de som da região: Magic Music e Foot Som e em várias casas noturnas: Babilônia, Manhattans, Club Esquina, Adrenalina, até que entrei na Double Face que permaneço até hoje.

Qual é o seu estilo e como o mesmo foi definido?
Meu estilo é o Tribal House e Club House. Na verdade, eu nunca gostei de músicas que tocavam em FM, então, fui atrás de um estilo que eu me identificasse e eu fui variando do House da época pelo Techno e pelo Underground dos anos 90, até que com a entrada no mundo GLS assumi um estilo próprio e me dei muito bem (rsrsrsr ). Hoje, se alguém for ouvir meu SET em algum lugar ou nas casas que sou residente, já sabem o que vão ouvir.

Atualmente você toca em duas casas bem importantes da cena GLS campineira, no caso, a Double Face e a Subway. Qual a diferença das duas quanto à pista, já que a sua figura está presente em ambos os ambientes?
A Double Face para mim a pista é melhor, por eu estar a bastante tempo me sinto mais a vontade para tocar meu estilo. Na Subway já é diferente, como só sou residente de um dia da casa eu tenho que ser mais maleável com as músicas, não posso ser muito pesado ainda (rsrsrsrs). Mas aos poucos, vou dando a minha cara na pista, deixando igual ou melhor que a Double Face, mas as duas Casas são ótimas.

O público GLS tem o hábito de dizer que a Double Face é uma casa que tem pouca qualidade na questão da freqüência de público. Pela história da casa, foi uma das primeiras, lá nos anos 90 a começar a agitar um vibe de pista mais underground quando se começava a falar até em after-hours. Como você analisa o tipo de comentário citado e como você define o estilo da pista hoje na Double, já que a mistura do comercial e underground ainda é bem forte na pista?
Na verdade eu acho que a qualidade do público para mim é indiferente, eu aprendi a tocar para qualquer público, seja A,B ou C. O meu papel lá dentro não é ver a qualidade de ninguém e sim fazer com que quem freqüente a casa se sinta a vontade para dançar , se divertir e sair da casa feliz. Este é o meu papel. E antes de falar de “Qualidade de Público” da DOUBLE FACE é só pensar: ELA ESTA ABERTA DESDE 1990, INDIFERENTE DO SEU PÚBLICO SER DE QUALIDADE OU NÃO!!!. A pista da DOUBLE hoje está num nível musical das Maiores Casas do mundo dentro do seu estilo, hoje o estilo Club House ou Drag Hits (Como preferir ) não está como antes, por isso estou tentando deixar a pista mais pesada e mais DARK, mas não saindo do estilo da Casa. O AFTER é uma coisa que estou tentando fazer há algum tempo, mas ainda não rolou, vamos esperar para ver o que dá (rsrsrsrsr).

Como você pensa o seu set? Com antecedência, na hora, pelo vibe do público?
Nossa, eu nunca penso com antecedência, eu acho que tem que ser na hora e pelo vibe do público, porque se você fazer um set com antecedência, você nunca vai saber quem vai estar na pista.

A figura do DJ hoje ainda tem o mesmo peso que nos anos 90?
Não, hoje o DJ é considerado um artista, como uma banda, um cantor etc. Tanto que nos anos 90, quem ia em uma casa noturna ia para dançar e quase nem sempre sabia quem era o DJ da casa ou onde ficava a cabine de som. Hoje já é diferente, nunca se viu tantos DJ’s Internacionais no País como Peter Rauhofer, Junior Vasquez, Tony Moran, Deep Influence , Ralphi Rosario , Victor Calderone e Dj”s Nacionais tocando lá fora, com DJ MARK , PATIFE, MAU MAU, TISSO, ALTAR e outros.

Em termos de referências musicais, como você define o público GLS hoje?
Razoável, acho que poderia ser melhor. De uns tempos para cá, o público está com aquela coisa de FM, escuta músicas em casa e quer chegar na boite e ouvir também. Aí não dá, né! ( RSRSRS )

É possível mostrar conceito numa pista?
Sim, temos exemplos do THE CLUB com os DJ’S Ricardo NB & Dudu, que na época ditou um conceito forte na cena musical Campineira, e sem esquecer da SINTONIA com o DJ Julio César que na minha opinião foi o começo da Cena, e hoje, tem DOUBLE FACE, SUBWAY e a DON’T STOP, que estão seguindo estes passos para a cena musical ficar cada vez melhor.

Você é um DJ conhecido na noite GLS mas ao mesmo tempo bem discreto no quesito ferveção. Como é o seu envolvimento com o público?
HUM...., Bom eu tento ser o mais simpático possível, converso com todos, brinco, mas na verdade eu gosto mesmo é de fazer eles ferverem, assim fico mais satisfeito.

A música eletrônica passou por mudanças significativas através destas últimas décadas, principalmente depois da explosão do undergorund nos anos 90. Atualmente, como você encara as variáveis deste estilo como Electro, Electro-House, Tech-House etc? Acha que o público que freqüenta a cena está atualizado com estas mudanças?
EU acho que todos os estilos são ótimos, e vieram para acrescentar à Cena eletrônica, e o público está se habituando legal com as novas variações da música eletrônica, mas tem estilos que vão ficar, e outros que não...Vale a pena ficar ligadinho ( RSRSRSR ).

E por falar em público, é hábito se dizer que o público GLS é um dos mais exigentes e informados. Isto é verdade?
Já foi sim, hoje já não mais, agora vamos torcer para mudar.

Você produz seus próprios remixes?
Sim, hoje graças a Deus já faço parte de um selo paulista - Da Sound Records –
que está dando a maior força para lançar minhas músicas...Tanto que quem quiser comprar uma das minhas músicas, já estão à venda no site: www.beatport.com/dasound


Como é a sua relação com os outros DJs que tocam na cena GLS da cidade?
A melhor possível, acho todos ótimos. São DJ’s que estão na estrada há bastante tempo, e têm sua importância na Cena Campineira como: Ricardo NB, Dudu, Julio César, César Machia, Rodrigo Lima, Rodrigo Soares; todos eles têm sua importância na Cidade e só têm a acrescentar no mundo GLS.

Qual seria o seu set-list para uma pista perfeita?

1 - Kernel Groove - Aka Dj Diógenes - Action ( Original Mix )
2 - Soul Avengers Aka Dj Japa & Gedson Rios - Macumba ( Demu Spirutal Mix )
3 - Demu Mix - Stand Up My Big Man ( Kernel Groove Aka Dj Diógenes Big Man Mix )
4 - Demu Mix Feat Angelica De No - Music Made The Addict (Mor Avrahami Club Mix )
5 - Da Grooovmakers - Hard Groove ( Original Mix )
6 - DJ Paulo & Steve Gomez - Allow The Drums ( DJ Paulo's Collaboration Mix )
7 - Dj Rooster & Sammy Peralta - Tonight ( Terranova & Austin Leeds Tribal Dub )
8 - Altat Feat. Jeanie Tracy - Party People ( Club Party Mix )
9 - Tony Moran - Cafe Com Alegria ( Moran and Deep Influence Mix )
10 - Lori Jenaire - You Know How To Love Me ( Friscia & The Lamboy Dub )

Para finalizar, já aconteceu alguma cena interessante e inusitada enquanto você estava na cabine de som?
Acho que não, quando eu tiver uma eu te aviso (RSRSRS).



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