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PERSONA Por Marccelus
Bragg
Regina é um nome de peso, forte e régio. Você é uma mulher imperial? De onde você é? Tem saudades da infância? Há algo ou uma imagem daquela época que te acompanha até hoje? Sabido que Regina significa rainha. Já no mercado da noite há 11 anos em Goiás, sou conhecida como a rainha da noite por estas bandas. Sou natural de Bebedouro - Sp (norte do estado, a terra da laranja). Muitas lembranças da infância me acompanham sempre, pois graças à Deus, á minha mãe e ao meu gentil e cavalheiro pai, fui uma criança extremamente feliz. Meu pai era fazendeiro e comerciante, minha mãe dona de casa. Fomos criados com todo esmero possivel. Dessas lembranças: quando visitava com meu pai, clientes e fazendas, onde ele me colocava no colo dele e eu dirigia o automóvel o tempo todo, eu tinha 8 anos de idade. Com minha mãe, nossas viagens de férias para praia, via trem de ferro sempre em companhia do meu irmão mais novo. Tenho 5 irmãos e sou a única mulher e a mais nova de todos eles. Você viveu fora do brasil. Quais as experiências positivas desta tua estada no exterior? "O melhor lugar do mundo é aqui e agora" você concorda com esta frase do Gil? Apostar neste país com todas as mazelas morais e de pobreza, vale à pena? Sinto muito ter que dizer que fui 100% feliz fora do Brasil. Morei 5 anos em San Francisco, California. Fui muito abençoada na minha estada no exterior. Comprei um curso de especialização em inglês e me mandei. Tinha cursado letras em Marilia - Sp. Fui passar seis meses e fiquei 5 anos. Com espirito aventureiro e sem muita vocação para o banco acadêmico na época, embrenhei no serviço. Foi gratificante. Todos vivem muito bem na california, sem distinção de raças ou poder aquisitivo. O que conta naquele lugar é: simpatia, ajuda ao próximo, contribuir e mostrar que o mundo caminha para o melhor. O primeiro lugar que morei em San Francisco depois que cai fora da escola foi a residência da produtora daquele filme "A dama de vermelho" e Presidenta Red Cross Interncional, ajudante de Oddry Hepburn. Foi uma experiência incrivel e em primeira mão. Cinema e a caridade mundial. É isso que trago comigo até hoje. Viver bem de verdade, e passar isso para os outros! Acho que aqui e agora é uma escolha sábia. Só isso acho que devemos agir assim para o próprio bem. Do fundo do coração? Esse pais não tá com nada. Sinto muito dizer. Nós brasileiros é que somos um luxo. Alguns é claro! Na maioria dos casos acho que não vale a pena apostar nessa terra. Mas tudo são circunstâncias. E se temos que ajudar a empurrar isso aqui, vamos lá. Ser mulher, bonita e formadora de opinião. É fácil ser poderosa assim? Você tem amigos sinceros? Quando você fala com alguém a olha nos olhos? O que precisa ter uma pessoa para ser sua amiga? Como você lida com o assédio? Você sabe diferenciar interesse de amizade? Esse poder todo é obra divina. Só isso. E não é fácil. Graças à deus sempre tive amigos e sinceros. Verdadeiros irmãos de alma. Olho no olho é comigo mesma. Sou, como diria meu amigo mauro borges, o rei da pauliceia desvairada, "pretty clear transparente". Detesto picaretas. O resto pode vir. O assédio eu trato com simpatia. No fundo não deixa de ser galante. É facil distingüi-los pois são opostos. E interesseiros tem um monte. Já amigos, poucos e especiais. Medos e traumas, tem algum? Perdas e danos, alguma má recordação? Uma paixão mal resolvida? Se você pudesse mudar alguma coisa na sua vida, o faria? Não tenho medo de nada. Trauma a gente sempre tem algum. Recordação só boas. Amores vividos e completos, sempre feliz. Faria. Aprendi na california que eu posso mudar o meu destino é só querer. Como nasceu a idéia da Jump? Fala sobre a escolha do nome da casa. Qual o seu sentimento pessoal com relação ao estabelecimento: só lazer ou centro de auto estima? A vida é uma festa? Embrenhei na noite em Goiânia assim que voltei da California em 1994. Depois de dois estabelecimentos veio o Jump. Nome dado por Fauzi Humberto, relações publicas do Montana Grill do Rio de Janeiro e amigo número de globais. Ele então morava em Goiânia na época. Eu tinha um local chamado Boulevard. Ele revelou que no nome Jump havia muito impulso. Impulsionou tanto que este ano caminhamos para os 9 anos. Nem lazer nem auto estima. Virou historia! É trabalho duro. Quando a gente acessa o site da Jump (http://www.jumpdanceclub.com.br) saca logo o toque pessoal, a magia da emoção nas cores do layout e a forma moderna e in como a jump é mostrada. Você interfere em todo o processo criativo do empreendimento jump? O que oferece a casa no momento e quais os planos para o futuro? Dou palpite em tudo o que posso. Mas o toque é da webmaster. A verdadeira artista Carla de Abreu. Ela é moderna. Eu sou o filtro. O produto final: tira a letra, escurece o tom, mais pro lado esquerdo. E assim vai. Deu pra entender? A casa oferece tudo. Programação acirrada, noites variadissimas. Nenhuma é igual a outra nem recebe o mesmo publico. Este ultimo varia de quarta a domingo. Esta casa se mete em tudo quanto é projeto ou programação, abrigando todo o tipo de evento. O cliente manda e sugere. E eu procuro fazer tudo. Planos para o futuro tem um monte. Mas caminhamos a passos curtos programando sempre o dia a dia. Como você define o frequentador da Jump? Trabalhar com o público Glbt é gratificante? Quais os prós e os contras na comunidade gay? Você é a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo? O que você me diz da discriminação e preconceito anti gay? Um notivago de verdade. Artista, politico, formador de opinião, profissional liberal. Enfim todos vêm ao Jump. Desde a mariinha lá do centro até o sr. Doutor fulano de tal, ou o colunista tal. Comum ver alguém de smoking e um borracheiro descalço. O lema na casa é diversão! De verdade. Acho tanto a palavra "gay" quanto "gls" completamente ultrapassadas. Trabalhamos com todo tipo de publico hoje em dia não só o gay. Essa é a explicção da sobrevivência do lugar. Acenar bandeirinha gay já era. Ninguém té procupado se você é gay. As pessoas respiram o gay na tv, na moda, na revista, e etc. Enfim em todo lugar. E se ainda existe esse tal coitado com preconceito, eu te digo: ele é o mais gay da face da terra. Acho que a gaysada toda devia casar de papel passado e tudo. Já estaria ajudando muita gente, tenho certesa. E olha que sou católica apostólica romana praticante. A jump tem nove anos de existência. É uma vitória os tantos aniversários da casa. Fala pra gente sobre as festas temáticas que já aconteceram e as celebridades que já bombaram por lá. Festa aqui é o que não falta e nunca faltou. Mesmo porque o goianiense adora dançar e festar. Ama! Pra se falar das festas temáticas teria que sair um documentário. O lugar é muito engraçado. Aqui a "pinta" e a risada são garantidos. Mutias celebridades já passaram por aqui contratados e não contratados. As mais marcantes foram Vera Fischer e Rogèria. A madrinha da casa é Nany People. Que abençoa o local todo ano. Sempre em dezembro. Curiosidades: drag preferida, go go ou stripper, perfume, signo, filme, idolos, crença, televisão, coisas que odeia, coisas que ama, e como vc se define. Nany people é claro. Apesar que eu não acho que seja drag anymore, Marcelo Clua ou Michael Dias como queiram é o melhor stripper que já vimos. Aquele Pm de Belo Horizonte, expulso da corporação. Perfume é Tiffany Quinta Avenida (agua de colonia). Sou ariana com ascendente em virgem. Ui! Eu sei! Filme: O silêncio dos inocentes. Idolo: Maria mãe de Jesus. Crença: Deus, Maria, José, Divino Espirito Santo, todos os santos, na vida, no próximo e sempre num ótimo amanhã. Amo tv embora nunca veja já há onze anos. Eu diria que "a Diarista" ou do outro lado "Globo Reporter". Odeio vagareza, preguiça, pirraça. Detesto ir ao banheiro fazer xixi e abastecer o carro. Amo rezar, dormir cedo, acordar cedo, cheiro da manhã, sol, silêncio, borboleta, mousse doce. Me defino como uma pessoa normal sem graça. Amo rezar e trabalhar. Detesto climas ou brigas. Gosto de alegria e bom humor, muito carinho e amor Recado final aos nossos internautas e a divulgação da jump Que ajudem a construir um mundo melhor. Ajudem a empurrá-lo - “ Jump há 9 anos bombando o Centro Oeste. Tem coisas que só o jump faz por você !” Quem quiser falar com a Regina Perri, o e-mail dela e o site da Jump são : contato@jumpdanceclub.com.br
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