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PERSONA

Por Priscilla Drag
priscilladrag@yahoo.com.br

Joe Welch

Ela já passou pelo Sallon Show do Hopi Hari, Domingão do Faustão e ainda participou do programa Gente que Brilha. E brilho é o que não falta nesta cantora poderosa, que em 10 anos de carreira conquistou o trono de diva da dance music brasileira. Antenada com o público GLBT, Joe Welch abre o IV Mês da Diversidade em Campinas, com um show no Livre Bar, na sexta-feira, dia 2 e volta a Jundiaí, cidade onde encerrou a Parada do Orgulho GLBT deste ano para um show na Arrasou Club, no sábado, dia 3. E foi com a diva que Pricilla Drag conversou por email aqui para o Espaço GLS

Você é considerada por muitos a Diva da Dance music brasileira. A que se deve tanto sucesso assim?
Não sei. Não me acho uma diva. Quem começou com essa história foi o bailarino e coreógrafo Zeca Rodrigues, do Hopi Hari, desde então por onde passo as pessoas assim me chamam.

Você faz shows em casas heteros e gays, qual é a diferença?
O público hétero curte da mesma forma, mas talvez a massa ht que vai aos shows curte mais a música do que o artista que está no palco. Já o público GLBT enxerga tudo com discernimento. Enxerga a música, o artista, a produção, cada qual com sua essência; mas esta ambigüidade é sempre muito boa para balancear os trabalhos de show.

Existe um publico que seja mais carismático e mais exigente nestas duas categorias?
Depende da casa, do lugar, da cidade, mas o público GLBT é mais exigente e até me sinto mais livre para ousar quando me dá vontade.

Quando foi que você percebeu que tinha tanto talento para a música assim?
Quem me descobriu foi o Fernando Zuben (tecladista que trabalha comigo) há dez anos atrás. Depois fui aprimorando com aulas de canto lírico, mas no decorrer da minha carreira, com certeza, fazer shows na noite me deu uma estabilidade vocal que jamais teria se não o fizesse. Tive pais músicos, até os 13 anos não pensava em ser cantora, queria ser atriz.

Em seus shows você contagia o público de maneira com a qual ninguém consiga ficar parado, existe alguma técnica para isso?
Amor !! Só isso !!Amo o que faço.

Como foi para você encerrar a primeira parada gay de Jundiaí com um publico de mais de 6.000 pessoas?
É maravilhoso ver e ouvir que todo mundo canta junto, vibra junto e esse feedback é que deixa o artista em êxtase! Foi “babado, tudo de bom!

Já esteve em outras paradas gays fazendo este tipo de show?
Parada mesmo foi a primeira, mas fiz o encerramento (show) do Gay Day do ano passado e vamos encerrar o desse ano também.

Qual o repertório dos seus shows?
Whitney Houston, Cher, Madonna, etc. Faço músicas que só o “sindicato” conhece ( risos )

Qual é a mensagem que você deixa para o publico do Espaço GLS?
A gente vive uma vez só mesmo, então, que vivamos como se fosse o último dia de nossas vidas, agradecendo a Deus por cada minuto e fazendo o bem a qualquer ser humano, sem distinção de raça, sexo, ou condição social. Em falar em ser humano: “ que cuidemos dos animais, pois eles, como todos nós fomos criados pelo mesmo ser de luz e o amor deles para conosco é i – n – c – o – n – d – i – c – i – o- -n – a – l !!!! Ame os animais de todo seu coração, com toda sua alma e certamente Deus lhe retribuirá por este amor !!


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