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A Moda

Por Jorge Marcelo G. Oliveira
marcelo.oliveira@yahoo.com.br

Um arco-íris de cores para o mês de Junho

Ok! O verde e o amarelo estão presentes em todos as peças de roupas e objetos de decoração do mês de Junho, afinal é Copa do Mundo! Além disso, temos a seleção de futebol mais badalada do planeta e gente torce para conquistar o Hexa! Será impossível não encontrar um monte de gente vestindo camisetas, meias, chinelos e outros itens com estas lindas cores, que representam o Brasil. Contudo, como a gente é bunita e Junho também é o mês que comemoramos o orgulho homossexual, por que se restringir a usar apenas duas cores? Por que não usar todas as cores do arco-íris?

Sempre que o assunto é homossexualidade, a bandeira do arco-íris está lá. Até algum tempo atrás, no entanto, o símbolo da comunidade de gays e lésbicas era representado por um triângulo rosa vazado – inicialmente utilizado pelos nazistas para identificar homossexuais em campos de concentração.

A bandeira com o arco-íris - reconhecida pelo Congresso Internacional de Fabricantes de Bandeiras – surgiu em 1978, quando um ativista gay pediu para o artista plástico Gilbert Baker criar um símbolo para a sua comunidade. Baker projetou uma bandeira com oito listras: rosa, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. De acordo com ele, as cores representaram, respectivamente: sexualidade, vida, cura, sol, natureza, arte, harmonia e espírito.

Essa bandeira, no entanto, não foi produzida, pois a cor rosa não estava disponível para produção em massa. A bandeira acabou ficando apenas com sete listras

Um tempo depois, ainda em 1978, um supervisor do Comitê da Parada do Orgulho foi assassinado. Para demonstrar poder e solidariedade, o Comitê decidiu usar a bandeira de Baker.

Contudo, para que pudessem dividir as faixas uniformemente ao longo da rua, seis em cada lado, foi eliminada a cor índigo. Desta forma, a versão final ficou com as cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e púrpura (ou violeta – depende se a bicha for expert em cores para poder dizer quantos tons diferem uma da outra!).

É a versão final deste símbolo que representa a diversidade da comunidade homossexual, adotada por todos os ativistas do mundo todo.

Junho é o mês de comemoração deste orgulho. Sei que muito homossexual ainda critica esta idéia de orgulho, pois vive o ano todo no confortável anonimato e não quer mudar seu “status quo”, com medo de (eventuais) perdas – sejam elas nas mais diversas esferas, como em casa, na escola ou no trabalho. Contudo, acredito que nossa missão, aqui no Espaço GLS e em outros espaços que lidam com homossexuais, seja nas mais variadas colunas - moda – como esta, cinema e tv, cena, divã, drama, religião, lésbicas e outras - seja exatamente apresentar o universo homossexual na sua forma mais normativa, respeitando todas as suas peculiaridades, mas entendendo que o orgulho é importante para o reconhecimento de nossa existência.

Desta forma, vista aquela sua linda camiseta (básica ou não, depende do seu bolso) com o símbolo do arco-íris, ou com a foto do seu namorado (gay) ou da sua gata (lésbica), ou qualquer outro acessório bem colorido, como bandana, pulseira, colar ou até a absurda polaina, pois é tempo de festa. E a gente acredita que nada melhor do que uma boa festa para mostrar ao mundo como a gente – apesar de todos os problemas enfrentados no resto do ano – é muito feliz com nossa sexualidade.

Boa Parada do Orgulho e até o próximo mês!

PS: Este texto foi escrito com a música “Corações a Mil”, da cantora Marina Lima, como trilha sonora”.

*Jorge Marcelo Gomes de Oliveira é Jornalista, Produtor de Figurinos para Filmes e Fotos Publicitárias, Professor de Produção de Moda e colaborador do Espaço GLS desde 2003.

 

 

* Jorge Marcelo Oliveira é jornalista, produtor de filmes e fotos publicitárias,

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