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| Liquidificultura Por César
Povero
COMO SOBREVIVER NA CERIMÔNIA DO OSCAR (A Acirrada e Interminável Disputa pelo Homenzinho Dourado) “Minha vida era um palco iluminado, eu vivia vestido de dourado, palhaço das perdidas ilusões. Cheio dos guizos falsos de alegria, andei cantando a minha fantasia entre aplausos febris dos corações...” A pergunta que não quer calar! – parte I – Nos intervalos durante a premiação da tão cobiçada estatueta, como é que ficam as necessidades fisiológicas e tão básicas dos convidados? Uma simples ida ao toilette – banheiro, WC, casinha, fossa, lavabo, sanitário, etc – fica impossível de se imaginar, no intervalo, várias celebridades correndo, se acotovelando e atropelando, umas as outras na disputa de quem vai entrar na cobiçada cabine “Em Busca da Felicidade” – E dizer - Ufa! Que alivio!Isso tudo lá fora, é lógico, num descampado com vários banheiros químicos – famosos banherinhos de plástico, muito comuns em shows e eventos populares. Não da mais para segurar... - Sem falar na dificuldade feminina na hora de correr com aquelas caudas arrastando na grama úmida e sutilmente lamacenta. Você passa em frente e já deduz que quem vai sair lá de dentro é a Penélope Cruz. Celebridades sentadas em seu bom trono sentindo-se “A Rainha”. Devido a ponta da cauda para fora. Cruzes! Eu defendo a tese de que existem penicos embutidos nos assentos, ou sondas embutidas, talvez justifique vestidos tão longos e volumosos ou calças folgadas. Com que roupa eu vou? Mais difícil ainda, é imaginar alguns modelitos que desfilaram pela badaladíssima premiação,onde mais suada que a disputa pelo homenzinho dourado, é entrar nos respectivos modelitos, ou então sair deles, alguns são tão justos, ou com vários tecidos envoltos, outros tão transpassados, provavelmente colocados no corpo da célebre pop star com a ajuda de amigos, parentes e empregados, geralmente seguindo um manual do Stylist. Ellen DeGeneres nem pestanejou, vestiu logo um terninho, para macho nenhum botar defeito. Parecia que vestiu o terno do tio que canta bingo na igreja de domingo. Nada demais perto da Björk que a Oscars atrás foi com um vestido cisne e com direito a botar um ovo na entrada. Nossas roupas comuns dependuradas na corda, qual bandeiras agitadas pareciam um estranho festival. Festa dos nossos trapos coloridos, a mostrar que nos morros mal vestidos é sempre feriado nacional...” A pergunta que não quer calar! – parte II Foda-se a dieta!!!! - Imagine o sofrimento que deve ser! Ficar durante toda aquela reluzente e glamourosa cerimônia sem um petisco! Sem falar nos fumantes estressados com balinhas ou chicletes que só devem ser usados na hora do intervalo e com muita discrição devem ser colados embaixo do assento logo depois. “Nossas roupas comuns dependuradas na corda, qual bandeiras agitadas pareciam um estranho festival!” Se joga!!! - Tudo bem que para algumas estrelas, isso já é costume há meses para poderem mergulhar de cima do guarda-roupa e cai dentro do vestido oferecido por seu estilista preferido. Mas e Jack Nicholson, por exemplo, não estava com cara e nem com silhueta de quem estava fazendo dieta e ainda sentado logo na frente, não podia dar nenhuma escapadinha. Alguém viu um pão com mortadela por aí? As câmeras mostram de cima, numa visão geral mostram todo o espaço visto do palco, passam pelo corredor, mas e as laterais, por que não mostram as laterais? Será que é ali que fica o self-service? Sim variedades da Gastronomia Mundial! Pensando bem, não daria certo, já pensou Leonardo Di Caprio sorrindo para a câmera e revelando aqueles denunciadores, falo de ”Os Infiltrados” fiapos de frango no canino esquerdo, referentes àquela tão aguardada coxinha dourada. Como seria Nicole Kidman sorrindo para a câmera e mostrando para o mundo sua boca suja de molho bolonhesa daquela rápida lasanha que é ainda mais realçado pelo seu modelito, deste ano, catchup com laço para presente. MORAL DA HISTÓRIA – Não é fácil essa vida de celebridade, o melhor é assistir em casa pela TV, esparramado no sofá, luz apagada, sem gastar nem se estressar, na hora dos musicais das Dreamgirls, dava tempo de ir ao banheiro sossegado e na volta ainda dar uma passada pela geladeira. O anonimato tem seu conforto. “... salpicava de estrelas o nosso chão, tu pisavas os astros distraída, sem saber que a ventura desta vida é a cabrocha, o luar e o violão”. (trechos da canção “Chão de Estrelas” de Silvio Caldas e Orestes Barbosa)
* César
Póvero é ator, dramaturgo, roteirista - cursando rádio,
TV e Multimídia
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