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| FASHIONISTA Por Jorge Marcelo
G. Oliveira
História Contemporânea da Moda Masculina – Primeira Parte No início do século XX, nas ocasiões formais os homens usavam sobrecasaca (traje masculino que atingia a altura dos joelhos) e cartola. Nunca deixavam de usar chapéu para ir à rua. De dia, o chapéu de feltro acompanhava os ternos de casimira. O chapéu de palha era bastante popular em países de clima tropical, e podia ser usado, também, com trajes de montaria. Nos anos 20, a palheta (chapéu de palha duro, de abas retas) combinava com roupas claras. As calças apresentavam novidades: eram estreitas, vincadas na frente e, eventualmente, usadas com a bainha virada. Os colarinhos de linho branco eram engomados e muitos altos; quando separados da camisa, eram presos por botões especiais. Por vezes, eram retos e se pareciam com as golas com barbatanas dos trajes femininos.
Para andar de automóvel, os homens usavam casacões ou capas sobre a roupa e, na cabeça, bonés. Logo que surgiu a aviação, adotaram, para o vôo, trajes parecidos com os de caça: usavam culotes com polainas de couro, um paletó curto, bonés e óculos. Esses complementos foram logo substituídos por uma espécie de capacete de pele ou pelica. Todo elegância cairia por terra se o traje não fosse complementado pelo sapato. Nesta época, a grande novidade eram os sapatos bicolores, geralmente em dois tons: o branco e o preto. Os Ked foram lançados pela U.S. Rubber em 1917 por um preço democrático, tornando-se bastante popular. O nome combinava o latim ped -, “pé”, como o “K” de “kid”, criança, em inglês. Para ir à praia, o público masculino banhava-se nu. Isto mesmo! Nu! Entenda que banhar-se nas águas do mar tinha apenas uma função medicinal. Contudo, apesar desta ousadia, logo esta pratica foi proibida. Com a proibição, surgem os primeiros maiôs de algodão em uma só peça, às vezes listrada e com calças até o joelho. Dica: assista ao belíssimo filme “Morte em Veneza”, do LuchinoVisconti que você entenderá a moda neste período.
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