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| DIVÃ Por Cris Reda
Amor, comum de gêneros Oi pessoal! Desta vez vou fugir um pouco à regra de responder às questões enviadas através de e-mails de vocês, para conversar (perdoem pelo clichê, mas é INEVITÁVEL) sobre esta linda e esperada obra chamada " O Segredo de Brokeback Mountain". Quem conferiu, sabe
o que estou dizendo e quem ainda não foi... por favor, dê
esta "injeção" de esperança em sua vida! Indivíduos e Grupos. Daí não ser à toa que as telas dos cinemas projetaram sonhos, risos e lágrimas de casais e famílias de todos os tipos que se sentaram nas suas poltronas. O "segredo". Quem não o tem? E quando esse segredo nada mais é do que o que você é e no entanto não vive... "Brokeback". No sentido mais literal, "costa quebrada". O que na vida não nos "quebra as costas" (ou "as pernas")? Mitos, regras e convenções que se "quebram" e se transformam num mar de possibilidades que antes não imaginávamos? Possibilidades de amar, de viver, que ao mesmo tempo tememos e desejamos? E se, damos as costas a elas, quantos sonhos quebrados, quanto estilhaço de vida que acabamos vivendo só em parte. E assim nos esquecemos que somos inteiros e acabamos existindo em "pedaços" de hipocrisias e falsas verdades. "Mountain". Montanha, natureza, essência. Como a própria chamada do filme nos diz, "o amor é uma força da natureza", entenda-se aí não o "instintivo" mas sim o natural, o essencial, o que verdadeiramente nasce de dentro de nós e que não deve morrer fora. Carl Gustav Jung,
aquele psicólogo suíço do qual eu às vezes
lhes falo, dizia que ao nascermos carregamos dentro de nós uma
esfera de energia correspondente a 360º a qual, ao longo da vida,
vamos aos poucos diminuindo, guardando de volta dentro de nós.
Nos "baús do esquecimento" até que, em casos extremos,
este "fio" de energia que sobra é o que nos faz viver
como certos "autômatos" ou "robotizados" apenas
pelo que esperam de nós. E também isso
que (se me permitem), anseio pelo momento futuro (não tão
distante assim) em que casais das mais diversas orientações,
andem lado a lado de mãos dadas (não só nas Paradas),
possam casar-se legalmente e separar-se também. Enfim, que histórias
como a que ocorreu no filme de Ang Lee e/ou no livro de Annie Proulx (o
filme veio do Conto maravilhoso que ela escreveu) não sejam mais
rotuladas como "um romance gay", mas sim como uma tocante história
de amor e de vida para todos nós, de GENTE COMO A GENTE, SERES
HUMANOS.
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