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DIVÃ

Por Margarete Godoy
atendimentogls@hotmail.com

Falta de carinho

“Tenho um problema, pelo menos acho que é um problema. Sou casado há 2 anos e me sinto infeliz. Meu companheiro é do tipo de pessoa que não me procura sexualmente, não me faz elogios, não me faz carinho. Quando nos casamos, ele era bem diferente. Era carinhoso e um ótimo amante. Já conversamos e ele diz que não consegue se expressar é um tipo de limitação para ele. Nossa vida sexual só vai bem se eu o procuro. No mês passado não o procurei para saber quanto tempo não faríamos sexo. Ficamos 35 dias sem transar e mesmo assim o jejum só foi quebrado por mim, que não agüentei de vontade. O que devo fazer? Este tipo de comportamento dele me faz infeliz pois não me sinto atraente mais para ele. Me sinto abandonado e carente de carinho e sexo. Isso pode ser da personalidade dele? Existem pessoas tão frias assim?”
Jalber – Indaiatuba.

Resposta

Entendo que a conversa ainda continua sendo um bom começo para se resolver questões adversas, e no seu caso Jalber, não é diferente. Você mencionou já ter conversado com seu parceiro à respeito da sexualidade de vocês, mas percebo que as razões dele não ficaram bem entendidas, por exemplo: O que exatamente ele não consegue expressar? Na época em que se casaram, essa forma de expressão já era limitante? O que deve ter acontecido com cada um separadamente ou com o casal, que após um certo tempo de casamento, o sexo tornou um limite à ele?
Questões essas que poderiam ser reconversadas, até mesmo para que você saiba até onde vão os limites dele e os seus. Pelo que percebo, se o casamento continuar nesse ritmo, você é quem vai se sentir limitado e até mesmo desvalorizado, e como mencionou, você já se sente infeliz, abandonado e carente; sentimentos estes, que quando surgem no casal, é uma questão a se pensar! Muitos casamentos terminam por causa dos conflitos internos e individuais, mas que se confundem por conflitos do casal.

Agora, pelo que vejo, você é quem toma algumas iniciativas, e num casal, cada um acaba tomando para si determinadas tarefas, e que não são divididos explicitamente, simplesmente cada um tomará a iniciativa própria, cada um se comportará à sua maneira para que algo ocorra.
Vou dar um exemplo simples. No café da manhã, enquanto um faz o café, o outro arruma a mesa, ou então, numa situação de discussão, independentemente de quem seja a culpa, um fica de bico e o outro é quem sempre toma a iniciativa da reconciliação.
Enfim, Jalber, são exemplos simples estes, mas que compreendem situações mais complexas, e especificamente no seu caso, perceba que talvez a iniciativa do sexo e de outras situações, tenha ficado contigo, e com ele, outras. A sua pergunta é: “O que devo fazer?”

Primeiro, avaliar como você se sente como indivíduo e como casal, e chamá-lo para uma conversa mais explícita, para uma troca de idéias, pois entendo ser essencial para que ambos percebam e entendam isso. E essa iniciativa pode ser sua, até mesmo para que essa frieza que você mencionou, não se torne uma constante, mesmo porque, cada um tem as suas limitações, as suas dificuldades, e você já está no seu limite, mas pode ser que ele também esteja se limitando por alguma questão interna dele, e quando se torna um obstáculo, se torna uma problema ainda maior se não forem divididas.

Para contatos ou orientações, acesse meu e-mail ou redirecione a este Portal. Espero ter colaborado contigo.

Um abraço.

* Margarete Godoy Agostinho é psicóloga com experiência em Análise Transacional, Comportamental e Bioenergética voltados ao atendimento GLS.



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