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DIVÃ
Por
Cris Reda
Homossexualidade não é doença Gostaria de comentar com vocês sobre alguns “mitos” que ainda persistem e que sejamos, todos nós, os multiplicadores destes esclarecimentos! Conto com vocês nesta rede!!! Nestes últimos meses, vários clientes e conhecidos vieram me relatar casos de pessoas que sofreram abuso sexual e se isto teria alguma correlação com a homossexualidade... Pois bem,assim como sabemos que a orientação homossexual não é uma doença, temos que frisar que ela também não é originada de outra patologia ou situação traumática!!! Quanto mais nova a criança,menos ela tem consciência da malícia destas atitudes e isto normalmente causa um grande conflito,pois ela se vê numa situação desconfortável,ao mesmo tempo em que não quer perder a atenção ou carinho daquela pessoa em quem “confia”. A principal conseqüência que esta situação pode causar na vida adulta é uma dificuldade de relacionamento, não apenas sexual,como também social,afetivo,familiar e até profissional,pois o que mais é afetada por este trauma não é a sexualidade em si,mas,sim,a confiança no outro e a auto-confiança desta pessoa. Por outro lado,isto não significa uma situação insuperável (Tenho casos de alguns clientes que a superaram com mérito e hoje possuem uma vida sexual e afetiva satisfatórias). Nem tampouco isto quer dizer que, se uma pessoa foi molestada por um homem,se “tornará” lésbica por “ojeriza aos homens” ou então,se foi abusada por uma mulher se “tornará” gay por “trauma a elas”.... A homossexualidade é uma condição do ser, do mesmo modo como temos a cor de nossos olhos ou cabelos, e não tem por prerrogativa,de modo algum,nenhuma disfunção psicológica e/ou familiar. Este raciocínio também serve para outros mitos, tais como: filhos (as) de casais homossexuais também o “serão”; ou meninos educados em famílias com grande número de mulheres “virarão” gays e vice-versa,no caso das meninas... Enfim, nunca será demais repetirmos que o que importa é termos uma atitude respeitosa e,principalmente,ética,com nossos filhos,pais e afins e sermos felizes,independente de com quem dormimos e vivemos,pois,só quem é feliz como realmente é,pode respeitar esta mesma condição nos outros!!! Beijos enormes e obrigada a todos e todas pela “paciência” da espera!!
* Cris Reda é psicóloga
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