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Por Margarete Godoy
atendimentogls@hotmail.com

Homossexualidade

O tema homossexualidade, tão discutido pela mídia nos últimos 30 e poucos anos, é um dos principais que venho trabalhando. Quem pensa que este assunto surgiu no final do século passado, está muito enganado. Relacionar-se com alguém do mesmo sexo, é um comportamento que já existe desde o ano 2000 a. C., indo do mais antigo épico de Guilgamech (rei de Uruc na Babilônia), Grécia Clássica, Império Romano, Revolução Francesa, desde os dias atuais, envolvendo desde personalidades famosas, como Júlio César, Leonardo Da Vinci, Lorde Byron, Elizabeth Bishop, Jane Addams (ganhadora do prêmio Nobel em 1931) à Reis, Guerreiros e Deuses (Amilcar Torrão Filho, 2000:11-15).

Em alguns dicionários atuais, homossexualidade significa a prática de atos sexuais, atração ou afinidade entre indivíduos do mesmo sexo. Mas é só isso? Vou acrescentar no seu significado, compreensão, carinho, amor, e outros sentimentos como em qualquer outro tipo de relação que se envolve sexo. Muito também se discute, entre os estudiosos e cientistas, a sua origem, como um componente genético, a hereditariedade, influência do meio, desvio de personalidade ou apenas uma perversão de longa duração.

Todos querem entender porque surgiu e porque existe esta preferência!
As teorias são de vários tamanhos e espécies, e a mais aceita por mim, é a Teoria da Individualidade: o Ser único, com seus desejos e sentimentos próprios somados à experiência e prazer, também únicos.

Um cliente me disse: “Me relacionei sempre com mulheres e hoje me sinto não só atraído sexualmente, como emocionalmente, por outro homem! É um erro? Devo esquecer?”.

Essas questões podem aparecer. É o início de um confronto entre o desejo, sentimento, com o conceito ideal aprendido. É uma crise que se instala inicialmente, gerando conflitos dentro de cada um, mas o medo e a ansiedade diante do desconhecido é esperado diante do novo, e pode também ser superado depois de vivido. Não se deve esquecer que esse desejo, esse sentimento é novo para você, ainda não foi experimentado, sem dizer que, no caso da homossexualidade, ele já vem acompanhado de preconceitos de toda a parte, inclusive o seu.
Saiba que essa é uma questão individual. Ninguém poderá viver por você, a não ser você mesmo. Sentir atração pelo mesmo sexo não é um problema. Essas barreiras que se colocam diante do que se quer ver e viver, fazem parte de um processo tão natural quanto o do primeiro emprego, a primeira casa, o primeiro beijo.
Na verdade é mais fácil mesmo começar pelo meio, pela situação já estruturada, mas tem graça começar algo já sabendo o resultado? Já sabendo no que vai dar? Ter o produto final já nas mãos, antes mesmo da matéria prima? Bem, aí já entramos em outra questão muito particular e que em outro momento podemos conversar, mas entendo que comportamento é real, é teu, não é comprado como um pão fresquinho na padaria da esquina. Até mesmo o pão passou por todo um processo para tornar-se tal.
Existir é fazer parte do Meio, é interagir com o Meio, e tropeçar de vez em quando faz parte desse crescimento.
Esse meu cliente, demonstrou dúvida e preconceito, mas também desejo, e desejo é instinto, é sentido, então por que não ir ao seu encontro? Conhecê-lo?

“Todo ser humano é único, singular. Não se pode falar que alguém seja superior ou inferior. Sim, as pessoas são diferentes. Deixe-me lembrá-lo de uma coisa, do contrário você talvez me entenda mal. Não estou dizendo que somos todos iguais. Ninguém é superior, ninguém é inferior, mas ninguém é igual tampouco. As pessoas são simplesmente únicas, incomparáveis. Você é você, eu sou eu. Tenho que contribuir para a vida com meu potencial, você tem que contribuir com o seu. Tenho que descobrir meu próprio ser, você tem que descobrir o seu” Osho.

Para orientações, dúvidas, entre em contato comigo no e-mail abaixo, mas lembre-se, a opção da escolha é sua e de ninguém mais, e dividir sua dúvidas com um amigo, com um profissional da área da saúde, já é um bom início. O importante é tomar atitudes.

* Margarete Godoy Agostinho é psicóloga com experiência em Análise Transacional, Comportamental e Bioenergética voltados ao atendimento GLS.



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