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DIVÃ
Por
Cris Reda
Caminhos
e direções
Calma, o caos sempre vem antes do reequilíbrio... Geralmente precisamos de dúvidas e questionamentos para depois chegarmos a algumas certezas. No caso específico do e-mail acima, precisamos, antes de tudo, esclarecer alguns pontos fundamentais. Um deles é que ninguém vira gay ou lésbica de uma hora para outra. A homossexualidade, assim como a heterossexualidade, a bissexualidade ou a transsexualidade, são direções sexuais e não meras “opções, como muitos podem pensar. Não se trata de um estilo de vida deliberadamente escolhido pela pessoa, mesmo porque, se fosse para optar, provavelmente a pessoa não escolheria ser homo ou bissexual devido, inclusive, aos preconceitos e rejeições sociais e familiares a que ainda são submetidos. Não é nada fácil ter que dissimular sua orientação sexual ou seus relacionamentos frente a determinadas situações, e os homossexuais bem o sabem ! Portanto, não se trata de opção, mas sim de orientação sexual, que faz parte e é inerente ao perfil e à personalidade da pessoa. Atualmente muito se tem pesquisado acerca das causas biológicas (ou não) da homossexualidade e afins. Independente disso é fundamental vermos qualquer orientação sexual como condição do ser, assim como é seu temperamento, sua estatura, a cor dos seus olhos... A partir daí
chegamos a outro ponto muito importante: nenhum tipo de orientação
sexual decorre de traumas! Senão, seríamos simplistas
ao afirmarmos que alguém é gay ou lésbica porque
está traumatizado” com as relações com o
sexo oposto. Esta visão reduziria, de modo errado, a conotação
da orientação sexual a algo doentio, conseqüência
de algum evento desagradável do passado e, devido a tudo isso,
escolhido pela pessoa: Agora vou me relacionar com mulheres porque fracassei
com os homens... Então, que tal conscientizar-se dela, para poder transformá-la a seu favor? Presos ao passado ou a situações irrealizáveis, perdemos o que há de mais importante, que são nossas oportunidades presentes, nossas chances de dar a volta por cima!! Assim, nossa maior preocupação não deve ser apenas a quem dirigimos nosso afeto (homem, mulher ou ambos), mas como o dirigimos, como nos permitimos amar e sermos amados. É o que eu
sempre digo: o ontem já foi, o amanhã não chegou
e é apenas o hoje que está em nossas mãos! Por
isso, vamos nos despedir do ontem, do anos velho, com tudo o que ele
nos ensinou, e vamos nos abrir ao aqui e agora, ao que está por
vir, sem medo de ser feliz!! Beijos
enormes, * Cris Reda atende na rua Padre Vieira, 422 - Centro - Fone: 19 3232-0416.
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