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COMPORTAMENTO

Por Eduardo Gregori
edugregori@uol.com.br

Nunca te vi, sempre te amei

Tema de um filme lindo, esta frase, as vezes me espanta por acontecer comigo. Você já conheceu alguém e a empatia por esta pessoa é tão grande que parece que você a conhece há tempos?

Maria é um caso típico na minha vida. Ela é a mãe do Fran, um grande amigo que tenho. A gente só se falava por telefone mas desde o primeiro "alô" eu senti que conhecia aquela voz de algum lugar. E desde a primeira vez que nos conhecemos pessoalmente, senti e sinto um amor profundo por ela.

Não sei porque, mas as vezes gostaria que ela fosse a mãe que eu sempre sonhei em ter. Eu sei que é pecado pensar assim, afinal de contas a gente tem o que merece e deve ser feliz assim. Mas não há outra forma de pensar na Maria sem me vir este sentimento na cabeça. Ela é toda carinho para os filhos e exala um amor que me entorpece e me fascina.

Gustavo também é um destes casos. Eu o conheço há tempos, mas o nosso contato era de no máximo um "oi" e nada mais. Mas como a gente não escolhe nem hora nem lugar para as coisas acontecerem, depois de 3 anos do nosso singelo contato, pude finalmente saber quem ele realmente é.

Durante um show na Parada de Campinas fiquei perto dele e passamos a conversar. A nossa conversa foi até a madrugada, depois de uma noitada em uma boate. Foi tudo de bom! Dançamos, papeamos e rimos muito, como há tempos eu não fazia. O melhor de tudo isso é que tive a mesma sensação, de que já o conhecia de algum lugar no passado.

E então a nossa amizade só tem crescido, assim como a minha amizade com Maria, minha grande diva. Essa sensação só me dá certeza de que não viemos a esta terra apenas uma vez, mas várias. Eu ainda tenho medo da morte, mas saber que renascemos muitas e muitas vezes, de alguma maneira me reconforta.

E você, já te este tipo de sensação?
!

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