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COMPORTAMENTO
Por Eduardo Gregori
edugregori@uol.com.br
2005
chegou, e ai?
A minha
passagem de ano foi meio chocha. Em Campinas ardia um calor
de quase 40 graus (à noite) e eu me sentia mal. A visão
da ceia com todas aquelas comidas quentes me dava agonia.
Corri para um banho gelado! Mas nem a ducha aplacou a dor
que bombava na minha cabeça. Depois dos fogos, da ceia
e do chandon, me joguei na Novalgina que acabou me jogando
na cama.
Acho que é a velhice que está batendo cada dia
mais forte! Velhice que nada, é frescura mesmo (risos).
Mas o pior de tudo foi ter marcado com minha amiga Ana Pires
(também colunista deste site) e não ter ido.
Coitada, mal sabe ela que Morfeu me seduziu e me levou para
o seu reino. E dá-lhe roncadas maravilhosas!
Enfim
acordei em 2005 como cachorro que caiu do caminhão.
Meio que sem entender nada, mas graças a Deus sem aquela
dor de cabeça horrorosa. Abri os olhos, olhei em volta
do quarto, meio que buscando alguma referência do ano
novo. A única coisa que achei foi uma taça de
chandon pela ficara pela metade ao lado da cama.
Mas que
raios vai acontecer neste ano? Ligo a TV e o otimismo impera
em todos os canais. 2004 foi um ano bom sim, não há
como negar. Tá certo que eu fiquei super sem grana
pois meu carro resolveu dar um relaxo que me levou o 13º
(risos). Mas foi um ano no qual realizei tantas coisas boas
e importantes para minha vida pessoal e profissional. E este
otimismo para 2005 é uma coisa que me fascina, apesar
de não tirar os pés do chão.
Espero
muito deste ano, não apenas no aspecto financeiro,
mas também afetivo e profissional. Talvez por isso
eu não tenha ainda encontrado referências deste
2005. Na verdade, o ano segue, mais ou menos como se janeiro
fosse o 14º mês do ano. A minha vida tem andado
num ritmo frenético e eu gosto dessa rapidez em que
o mundo gira. Enquanto eu tiver forças não quero
parar. As notícias falam que estamos vivendo mais,
trabalhando mais, enfim... vamos ficar mais um tempo por aqui
e eu quero aproveitar cada segundo.
E é
isso que espero deste ano: produzir, viver e me arriscar mais.
Como diz o ditado, "quem arrisca não petisca".
Ou ainda, "quem não chora não mama",
então vamos continuar petiscando e chorando...
Este ano
faço 36 e os 40 estão cada dia mais perto. Houve
tempo em que isso que incomodava. Hoje, nem tanto. Afinal,
os ursos quarentões estão cada dia mais na moda.
E não vou negar que isso faça um bem para o
meu ego.
Então
2005 promete. Basta apenas querer fazer e se jogar. Mas ele
não acontece só para mim. Na verdade, ele acontece
pra todo mundo, de Kabul à Aparecida uma nova roleta
russa está girando. Então o que você esta
esperando para entrar nessa ciranda? Me escreva contando
Abraços
e feliz 2005
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