Site melhor visualizado em 1024x768 pixels - Campinas,

 Aids
 Busca
 Contato
 Dicionário
 Editorial
 Especiais
 Galeria
 Notícias
 Orkut
 Podcast
 Paradas GLBT
 Publicidade
 Quem faz
 GLBT XYZ
 Na Língua do Ju
 Poeteria Crônica
 Antena Ligada
 Cinecittà
 Divã
 Divino
 Fashionista
 Liquidificultura
 Persona
 Salada Mix
 Sopa de Letras
 Xou do Gongo
 Cosmo On Line
 CR GLTTB

 Sites GLBT

 Agenda
 Bares
 Boates
 Grupos
 Saunas

COMPORTAMENTO

Por Eduardo Gregori
edugregori@uol.com.br

Ai, que saudade que dá

Hoje me peguei chorando enquanto assistia "Os Embalos de Sábado Continuam". O pior é que o filme não tem nada de triste, pelo contrário é um musical que fez muito sucesso nos idos anos 80. Bem, não era um choro de tristeza, parei pra pensar porque aquilo na televisão me fazia chorar e a única coisa que me veio à cabeça foi a saudade. Saudade de quando eu tinha meus 14 e 15 anos, época na qual o filme passou. Lembrei que eu e meu amigo de infância, Anderson, até vencemos um concurso de dança imitando os passos de John
Travolta. É engraçado que quando somos adolescentes, queremos que o tempo voe para que possamos desfrutar das delícias do mundo adulto, mas quando provamos os disabores da vida adulta, a primeira coisa que queremos é voltar à infância ou
então parar o tempo.

Escrevo esta coluna pensando nos adolescentes, que ainda não tem muitas responsabilidades e que fazem o que dá na cabeça. É uma fase maravilhosa na vida. Lembro que eu ia para a porta das boates gays fingindo ser adulto para entrar. Óbvio que nunca conseguia, mas eu tentava. Então o que tenho a dizer aos jovens é que façam tudo que tenham vontade, que provem de tudo que sejam plenos. Devemos nos arrepender apenas de coisas que não fizemos. O que fizemos, de qualquer maneira foi bom, pois de alguma forma aprendemos com erros e acertos.
Mas acima de tudo digo aos jovens que não queiram que o tempo passe na velocidade da luz porque a vida adulta é tão cheia de responsabilidades e as vezes não temos tempo para coisas simples como brincadeiras e alegrias.

Então eu me peguei chorando e isso me despertou para uma coisa da qual eu sempre ouvia pessoas mais velhas dizer: "Ai que saudade da minha juventude". E não é que eu me peguei pensando como um senhor? Pois é, eu tenho 35 anos e já me sinto um senhor. Penso que daqui a 5 anos serei um quarentão e é estranho como o tempo voa depois dos 18 anos. As vezes queria viver para sempre, pois a minha vida é tão rica em tantos aspectos que seria um desperdício ter que sentir o corpo definhar e finalmente a morte acontecer. Talvez eu me saia melhor com isso daqui a algum tempo, pois aprender é um exercício que nunca termina.

Aquele choro foi na verdade um a alerta para que eu relaxe e simplesmente tenha tempo para me divertir, apenas por diversão. Vivemos num mundo tão rápido e louco que to tempo é algo cada vez menos disponível. A agenda é algo que faz parte
do nosso cotidiano e os alarmes soam cada vez mais nos lembrando de mais compromissos agendados.

Bem... finalizo tentando dizer que é preciso parar e curtir a vida. Talvez eu esteja deixando os últimos anos da minha juventude simplesmente escorrerem pelo ralo. Então, depois do insight que tive, eu consiga parar e aproveitar, ter minhas responsabilidades adultas, mas me dar tempo para simplesmente curtir a vida.

Curtam as suas, pois o tempo é curto

Voltar

 Espaço GLS - diversidade sexual no interior paulista - Copyright Espaço GLS 1999 - 2008 editor/webmaster Eduardo Gregori