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CENA
Por Juliano
Silveira
intongue@yahoo.com.br
G Club – Eu fui...
Depois do fim da revista SuiGeneris, a revista G Magazine, antes conhecida como Bananaloca, invadiu o mercado editorial com o sonho de consumo de todas as bees do país: homens nus, sensuais, musculosos, excitados e fantasiosos. Com sua devida importância, tornou-se a voz do segmento gay, mesmo que ainda represente uma parte deste, já que sua proposta gira em torno do sexo, do desejo e da fantasia.
Muita água rolou, muitas capas, muitas masturbações e eis que no dia 18 de agosto a G Magazine abre as portas do G Club com muita pompa, muita divulgação e desperta novamente o desejo e fantasia de gays atentos ao consumo voyerista e imediato. Localizado no espaço do antigo Gitana, o G Club invade o tradicional bairro heterossexual da Vila Olímpia e descentraliza todo um esquema, antes centralizado nos Jardins. Imagine a Vila Olímpia como um Cambuí aqui em Campinas e imagine a G Club como o Subway Lounge e Bar. Então, para as características de São Paulo, é um grande avanço, ainda mais pelo fato de o local estar numa das ruas mais tradicionalistas do bairro, a Gomes de Carvalho, quase cruzamento com a Santo Antonio. A noite de pré-estréia foi para um público VIP, celebrities e imprensa, já que a inauguração oficial teve data marcada para a sexta-feira, dia 19 de agosto. Assim, muitas atrações, open-bar até meia-noite, ensaios fotográficos no palco, muitas personalidades, capas da revista e afins. Com capacidade para 1.200 pessoas, a casa aposta em inovações, já que a própria revista possui este caráter. O espaço não é mega. Lounge com um painel bárbaro de fotos das capas das revistas em preto e branco, bar, pista, mezanino e banheiro misto – uma coisa bem bacana que funciona em São Paulo. Nada novo, mas bem pontual. A acústica é fantástica, assim como todo o equipamento de iluminação e som, numa potência redonda e perfeita. O vibe da pista foi grande com os drag-hits de plantão, todos a postos. Como uma boa premiere, tinha muita gente, muita gente mesmo. E uma coisa que havia me esquecido, quando o paulistano quer ser é grosso ele é grosso. Um empurra-empurra bem chato, que não segura nenhuma peruca...E pedidos de desculpas, nada. Assim, segurar a bebidinha na mão era quase um espetáculo à parte. Uma coisa chata foi o staff do bar. Um pouco confuso devido ao número de pessoas, atrasava demais ao completar os pedidos, assim como uma grande confusão nas comandas.
Camarote VIP somente para as bonitas, celebrities, wannabes, e curiosas corajosas. Um número grande de héteros, com suas respectivas namoradas. Talvez, devido ao bairro ou devida a possibilidade de serem futuras capas da revista, todos com seus respectivos corpos a mostra. Uma ótima oportunidade, não?
Capa de revista tinha sim, na porta: Evandro Silveira. Lembra, daquele ex-policial, capa de novembro de 2004? Muito simpático e sorridente, assim como a Kátia Miranda, fantástica e loiríssima, muito feliz e receptiva. Os gogos foram escolhidos a dedo. Bonitos, simpáticos e corpos absurdamente perfeitos. Muita gente bonita também deu um complemento ao ambiente: barbies, bibíssimas, drags e afins. Celebrities bacanas estavam presentes, confira a galeria de fotos.
* Juliano
Silveira é jornalista e coordenador do Grupo
Identidade.
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