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CENA
Por Juliano Silveira
julianocts@yahoo.com.br
Não para, não para, não para não!
A cena gay de Campinas ganhou neste último sábado, quatro de fevereiro mais uma casa, a Don’t Stop Club. Falou-se muito a respeito antes de sua inauguração, já que estão presentes no staff Eduardo Salim, ex Clube Insano e Panny Punk, ex Disco Panny. A mistura disso tudo? Diversão alegre e desencanada, como nos velhos tempos da The Club. Não que isso seja uma comparação já que hoje estamos em um outro momento, mas sim, uma referência, pois muitos que lá estiveram foram surpreendidos por uma noite bombada e logo de cara, conceitos e propostas muito claras: de fato uma casa para o publico gay, sem artifícios ou tendencionismo a onda mixed.
Como toda boa inauguração, muita polêmica, muita reclamação, muito tudo, a começar pelas duas filas quilométricas e confusas na entrada. O congestionamento de carros quarteirões antes já era um sinal de que a espera seria longa. Fiquei surpreso quando cheguei, já que sou adepto a chegar cedo ou muito tarde para evitar assim o momento de pico na fila. Cheguei tarde e a fila ainda estava bombada, mas ao adentrar no espaço, por incrível que pareça, o espaço estava vazio, pela quantidade de pessoas que aguardavam do lado de fora. Mas nada como um bom marketing, não é verdade?
Toda a agonia da espera foi amenizada pela presença de Panny Punk na porta, o que foi uma grande sacada, já que na inauguração da Disco Panny ela quase não deu as caras. Desta vez ela estava lá, toda fervida, linda e radiante ao receber a todos, um a um. Panny chegou de limusine – atitude é tudo! Infelizmente, devido ao horário que cheguei, não pude presenciar tal entrada, mas quem viu, disse que foi absurdamente tudo!
A casa é ampla e segue o estilo no-decor. Logo na entrada, um bar bem amplo, cadeiras e mesas e uma cortina a separar o lounge da cabine do DJ que, ao vê-la da pista, dá a idéia de um ringue de boxe. O efeito é bem interessante. Duas rampas laterais dão acesso a enorme pista com som e iluminação bombados e afinados, o que é difícil numa noite de abertura. O palco, o bar ao fundo, assim como o mezanino onde se encontra a ala VIP arrematam o espaço. O banheiro segue a tendência tipo mista, sem divisão entre masculino ou feminino e no padrão de cores da casa: preto e branco. Apenas um problema: há degraus demais, tanto para acesso ao lounge ou até mesmo ao banheiro. Beber e ficar de pilequinho pode ser algo perigoso!
O público, mais mixed impossível, se dividiu entre os ambientes. Estavam lá toda a new generation, a old generation, wannabes, carudas, finas, as que importam, e as que não importam. O clima era de festa, embalada pelo casting bombado de DJs, encabeçado pelo atestado de qualidade César Machia. Destaco aqui dois momentos especiais: o primeiro, quando César solta sem aviso algum a já clássica “Money, Succes, Fame and Glamour” e também, “Sorry”, da Madonna. O povo desnorteou na pista, cantando junto e tudo o mais.
Foi uma noite de fato bacana. “Money, Succes, Fame and Glamour” para todos!
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